Riverdale: Chapter One – The River’s Edge (1×01)

Talvez seja o fato de que eu não tinha quaisquer expectativas com relação à Riverdale, talvez seja porque a série despertou em mim nostalgia por conta de seu visual Twin Peaks, talvez seja porque faz tempo que eu não me encanto por uma série adolescente. Questão é que Riverdale conquistou meu coração neste primeiro episódio e só me resta torcer para que ela não seja uma decepção.

A série adapta os quadrinhos A turma do Archie, dos anos 60, mas de forma atualizada: um cheiro de anos 1990/2000 no ar, celulares e computadores por perto, e muitas referências temperando tudo. São jovens modernos, “descolados” (denunciei a idade agora?) e com problemas modernos também, com direito a citações de colapsos nervosos e Adderall (droga usada para tratar depressão e ansiedade) logo de cara.

Tudo gira em volta de Archie (KJ Apa): jogador de futebol e aluno exemplar que chega para o segundo ano escondendo que teve um caso de verão com a professora de música, que foi incapaz de resistir ao “tanquinho” que o moço adquiriu trabalhando na empresa de construção do pai (Luke Perry, senhoras da minha idade).

Além de virar a cabeça da professora, Archie descobriu que quer fazer da música sua opção de vida, o que não está nos planos de seu pai ou do treinador de futebol, que acreditava poder contar com ele no time principal agora que uma vaga apareceu devido a morte acidental de um aluno.

Opa, não foi acidente. Ainda que o corpo do rapaz seja encontrado apenas no final do primeiro episódio, já podemos apostar nossas fichas em assassinato, afinal Archie e a professora ouviram tiros no dia da morte, a irmão dele é uma verdadeira bruxa (a ruiva Madelaine Petsch), ou anticristo, como Veronica Lodge (Camila Mendes tem dupla cidadania, americana e brasileira, e morou por aqui durante a adolescência) bem classificou.

Veronica que chega a cidade na véspera do primeiro dia de aula com sua mãe, uma antiga moradora linda – que foi namoradinha do pai de Archie, vão fazendo contas – que teve de voltar para casa depois que o ex-marido acabou preso por fraude e roubo. Verônica era a típica menina mimada, mas parece que o tombo levado fez com que ela fique determinada a fazer diferente agora…

Motivo pelo qual ela se agarra como melhor amiga de Betty Cooper (Lili Reinhart), loira gracinha, aluna, filha, irmã perfeita que não fala alto, muito menos palavrão, e completamente apaixonada por Archie, seu vizinho. Eu devo dizer que a amizade entre Veronica e Betty é a coisa que eu mais gostei neste episódio e estou louca para vê-las fazer a vida de Cheryl-Anticristo-Blossom um horror.

O aluno morto citado acima é justamente o irmão de Cheryl, que tudo indica ter sido também péssima pessoa, tendo levado a irmã de Betty ao tal colapso também já citado – ainda que a mãe das duas não tenha sido de grande ajuda.

Ainda temos o ex-melhor amigo de Archie, Jughead Jones (Cole Sprouse), sempre na companhia de seu notebook e narrador de nossa história) e o melhor amigo de Betty, Kevin Keller (Casey Cott), gay assumido que conquistou meu coração. Além da rápida, mas adorável, participação de Josie e as Gatinhas – simmmm, o grupo que saiu dos quadrinhos para o desenho animado agora está aqui e elas são lindas!!!

Ah, a série é produzida por Greg Berlanti, o mesmo de  Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl. Chance de tudo dar certo acaba de melhor…

Hummm, que mais? O visual da série é lindo, escuro, mas com cores em destaques, muito azul e rosa. O ruivo Archie em algumas cenas parece ter saído direto das páginas dos quadrinhos. A trilha é boa, não se sobressai, mas cumpre papel, a edição das cenas muito bem feita e a aposta em criar mistério logo de saída se provou acertada.

Nos EUA a Netflix firmou parceria com o CW, garantindo a exibição do episódio por streaming no dia seguinte ao da exibição no canal e o que pode ser visto como mais um sinal de que as chances de renovação são grandes já que a série não depende exclusivamente dos números de audiência e os críticos tenham feito muitos elogios ao piloto.

P.S. Não conheço os quadrinhos, mas pelos comentários que li a transição de mídia foi muito bem feita. Agora fiquei curiosa e vou procurar por eles.

P.S. do P.S. Como não amar adolescentes que fazem referência a Truman Capote e Blue Jasmine?

P.S. do P.S. do P.S. Torcendo muito para o que o beijo que Veronica deu em Archie no armário não prejudique a amizade das duas. Façam figa comigo, por favor!

P.S. do P.S. do P.S. do P.S. E aquele vestido de baile da Betty? Heim? Heim?

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Que pena …. eu perdi a reprise, eu adorava a animação e adoro Josie and The Pusycats, vou torcer por reprises para poder conferir.

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