Chicago Med: Heart Matters (2×10)

Olha, considerando o calor absurdo que anda fazendo em São Paulo mais a péssima conexão de internet que a NET tem me garantido, é um milagre que eu esteja aqui escrevendo sobre este episódio de Chicago Med porque, senhoras e senhores, não tenho vontade alguma de fazê-lo.

(Não é coincidência eu ter escrito sobre Criminal Minds, Riverdale e Chicago Med nesta ordem, foi para que o segundo texto me desse energia para fazer o terceiro, se tudo tivesse sido ruim eu provavelmente deixaria para fazer um texto duplo na próxima semana.)

Sim, eu achei interessante abordar a questão da Maggie tendo que atender a policial que a prendeu na temporada passada, mas a abordagem foi bem infeliz. Alguém imagina na Platt pedindo para Maggie ser afastada sendo que a enfermeira nada tinha feito até ali, ou em qualquer momento, que demonstrasse que ela não seria profissional?

Acho que se o atendimento todo tivesse acontecido sem tropeços, Maggie mostrando que já havia superado todo o resto, eu teria ficado mais satisfeita com o desenvolvimento…

Mas desenvolvimento pode ser um problema para estes roteiristas vez ou outra, como na trama da April, que virou dramalhão no episódio passado por conta da possibilidade de que a bebê tivesse problemas decorrentes do tratamento e ela e Tate já começassem uma briga por questões religiosas, e que acabou sendo resolvida da mesma forma que surgiu: rápida e quase indolor. O que nos leva a pensar por que afinal foi proposta em primeiro lugar.

Com a bebê bem resolveram retomar a questão do Tate ser super protetor e vemos mais uma vez ele pedindo que April se afaste do trabalho. Alguém mais aí vê o casal se separando em um futuro próximo?

Ainda no campo “por que, meu Senhor?” temos o tratamento dado pelo chefe da emergência à Natalie e Jeff quando ela precisa apresentar o caso do episódio anterior, do menino viciado em videogame, ao comitê. Acho justíssimo que o caso seja levado ao comitê para discussão, é um daqueles que pode oferecer muito ensinamento a todos. Se Jeff foi tolo, imaturo até, ao partir em defesa da namorada, com certeza o médico em questão não precisava ter reagido da forma que reagiu, em nenhum momento na série eu achei que Natalie e Jeff tenham deixado de ser profissionais no trabalho por conta de sua relação o que torna o comentário ainda mais injustificável.

Resta então a terceira trama da noite – padrão de três sempre rola por aqui – com o retorno da paciente de Rhodes do episódio passado para receber um coração por transplante. Só que a moça pisou na bola e havia bebido, o que fez com que Charles tenha se arrependido em um primeiro momento em ter apoiado a decisão e com que Latham aproveitasse para cutucar Rhodes.

No final a paciente recebeu o coração porque não havia tempo hábil para passá-lo para outra pessoa, mas eu ainda acho que Charles tinha razão em apoiar o transplante. Mesmo. E acho que desta vez ele ficou com a mesma impressão que eu tenho desde a primeira vez que Latham apareceu: ele tem autismo.

A forma como ele questiona Charles sobre o que ele teria visto no rosto da paciente que fez com que ele acreditasse nela apenas revela sua própria dificuldade de lidar com os sentimentos dos outros. Isso, mais sua reação ao abraço da paciente com problemas de limites, mais a forma como ele gritou com Rhodes, estamos apenas ticando os sintomas do quadro dele.

P.S. Natalie e Will, again? Não, por favor não!!!

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Foi osso aturar esse drama da Maggie, eu não conseguia entender pra que tanto drama e vc comentou bem que a Trudy nunca iria propor tal situação.

    Natalie e Jeff … putz estavam tão bem e agora esse plot tão desnecessário.

    O melhor de seguir foi a questão do transplante de coração, a situação da mãe com a filha e toda a participação do Dr Charles foi o que salvou.

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  2. Me dói o coração falar isso; mas Chicago Med está muito inconsistente. Tinha tanto potencial e se perdeu com dramas sem importância-April e Tate; Will e Natalie, quem quer saber desse pessoal. Infelizmente estou me desapegando.

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