Bates Motel: Forever (4×09)

O episódio acabou e eu ainda fiquei vários minutos encarando a tela, coração absolutamente devastado. Um lado meu querendo acreditar fortemente que isso não aconteceu, que Norma não está morta, que ela abrirá seus lindos olhos azuis quando o próximo episódio de Bates Motel começar.

E que o Romero vai bater no Norman até ele desmontar aquela cara cretina dele!

E não, não adianta você falar pra mim que eu já sabia, vocês sabem o quanto eu negava esta realidade, ainda mais depois destes últimos episódios, ela e o Romero tão felizes e apaixonados. Na verdade eu nem sei o motivo pelo qual meu coração mais está partido: pela morte dela, ou pela tristeza dele. Eu torci tanto para que ele conseguisse acordá-la!

Agora, como fã da série, e de seriados em geral,  preciso reconhecer a perfeição do episódio: em nenhum momento do caminho a gente percebeu o que vinha, Romero alertava sobre o perigo que Norman podia representar fora da hospício, a gente se acalmou ao vê-lo tomando seu remédio e depois falando com seu psiquiatra, a gente achou que ele representava um perigo para todo mundo, menos para a mãe que ele tanto amava.

E o que faria que Norman se virasse contra sua própria mãe? A culpa. A culpa por vê-la chorando, destruída, ainda que ele fique satisfeito por ela ter terminado o casamento, é evidente que a imensa tristeza dela o afeta. Ela é o ponto um. Então, no porão, ele enxerga a verdade sobre as mortes que ele antes estava atribuindo a ela: foi ele. Ele então não enxerga futuro juntos, ele deve ter medo dela voltar com o Romero, ele sabe que pode ser pego pelas mortes.

Ele resolve que eles devem ficar juntos, ainda que mortos. Não é o Norman assassino que decide isso, é o Norman que está lúcido o bastante para ver que não conseguiria voltar ao hospício ou, pior para a cadeia, e que vê que qualquer outra alternativa também destruiria sua mãe.

Apenas mais um episódio nos separa da última temporada e o fato de nos tirarem Norma agora significa que terão tempo adequado para desenvolver a trama do auge da loucura de Norman, única alternativa depois deste momento de lucidez lhe tirar a mãe.

Romero vai entregá-lo as autoridades? Ele será internado novamente e conseguirá enganar plenamente o psiquiatra e o resto da população se passando por um menino normal? Ele mentirá e dirá que foi a mãe que fez tudo aquilo? A grande verdade é que nós, e o Romero, e o Dylan, sabemos do risco que este guri representa, mas todo o resto da cidade não.

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P.S. Romero não caindo na escuta: sem preço.

P.S. do P.S. O que dizer da sequência final de imagens? A fotografia exata, o corte perfeito, a música, a tensão crescendo, os planos de Norman sendo interpretados por nós de outra forma, nos dizendo o que viria a seguir, as cenas do porão. Não existe como não considerar tudo perfeito.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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