Criminal Minds: Lockdown (10×16)

Dwight D. Eisenhower: “Se você quer total segurança, vá para a prisão. Lá você será alimentado, vestido, receberá cuidado médico e tudo mais. A única coisa que perderá é a liberdade.”

Se Grimm me deixou roendo unhas ao final e tensa até o próximo episódio, esse episódio de Criminal Minds me deixou o tempo inteiro aflita. Eu realmente não consigo imaginar situação mais insegura e tensa para pessoas da força policial do que ficarem do lado de dentro de uma prisão de segurança máxima, sem acesso a celular ou internet e nas mãos de um grupo de seguranças/policiais sobre os quais você não sabe absolutamente nada.

Criminal Minds Lockdown 10x16 s10e16

E, vamos dizer assim, o ambiente é perfeito para psicopatas praticarem maldades, porque eu não tenho outra classificação para os três guardas que fazem prisioneiros lutarem entre si e que não tem o menor problema em matar e incinerar quem pode atrapalhar os seus planos.

Era óbvio que a coisa não poderia acabar bem, ainda mais quando o mais psicopata deles é justamente o que “tem as chaves da cadeia”. Outra boa jogada do roteiro foi colocar o homem que primeiramente seria o óbvio culpado sendo o mais ponderado entre os prisioneiros – tendo a achar que aqueles que tem sucesso em qualquer meio, seja lícito ou ilícito, o tem porque sabe não ceder às emoções.

Além disso, os roteiristas aproveitam para dar uma bela cutucada no movimento de privatização das prisões ocorrido nos EUA – que é mostrado em Orange Is The New Black de forma bem superficial – e que tem um efeito colateral grave: o objetivo de uma empresa privada é o lucro e na maior parte das vezes isso significa cortar custos, porque são raros os administradores que colocarão a eficiência nos processos acima dos lucros.

Um episódio irretocável, mostrando porque Criminal Minds chega a 10 anos ainda como uma das melhores séries procedurais americanas: personagens principais que já nos cativaram e cujas histórias são respeitadas (ainda que o drama da JJ tenha sido esquecido de novo), roteiros inteligentes e, mais que tudo, eles continuam cuidando de casos em série, de situações especiais.

P.S. Cara, a Kate bate bem para caramba!

Escrito por Simone Fernandes

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. para quem torceu o nariz com a entrada da Jennifer numa série como Criminal Minds, deve se arrepender imensamente de agora em diante

    sei que eu fui uma das que ficou surpresa pela entrada dela mas sou uma pessoa muito feliz agora pois vejo o quanto a atriz e sua personagem tem gradado com sua história e sua interpretação

    episódio muito bom, eu diria claustrofóbico e muito tenso

    a questão da privatização de prisões é um assunto que vale muito a pena de se debater, ainda por cima por nós brasileiros que temos tantas falhas do regine presidiário

    Responder

Deixe uma resposta