Doctor Who: In the Forest of the Night (8×10)

Hummmm, então parece que o pessoal pegou o ritmo por aqui, não é mesmo? Depois de eu implicar muito com alguns episódios e principalmente com a importância que os pitis da Clara ganharam nesta temporada, mesmo adorando Capaldi, parece que a reta final encontrou um bom caminho para que eu conseguisse ignorar a parte irritante.

Primeiro foi Flatline, que mesmo com a Doctor Clara me divertiu muito, além da eterna doçura de uma Tardis miniatura, e agora In The Forest of The Night com a descoberta desses seres minúsculos nos protegendo, mesmo a gente achando que causaram problemas, afinal os carros tiveram que ficar parados e Deus sabe como humanos ficam irritados em ter seus carros parados.

Sim, comparado com Flatline esse ainda ficou devendo, e nem vou comparar com a quarta temporada, por exemplo, mas foi um episódio que me deixou bem mais satisfeita que a reta inicial.

Doctor Who: In the Forest of the Night s08e10 8x10

Na verdade, foi um episódio recheado de cenas lindas, em mesma medida que o anterior foi recheado de diálogos bons. Ver a Terra como um planeta verde ao invés de azul, o fato do Doctor, que tem horas parece autista por não enxergar como as coisas podem afetar os outros, conseguir enxergar o que a pequena Maebh na verdade via e, depois, que os tais “microseres” apenas queriam ajudar os tais humanos que quase sempre pisam na bola.

E, falando de humanos: Clara e Danny. Confesso ter ficado um tanto incomodada com a discussão de relação em meio aquela floresta linda, como se o único problema do mundo fosse a relação da Clara com o Doctor e que em seus tempos de exército o Danny tivesse visto realmente de tudo.

Além disso, descobrimos que Clara está mentindo para o namorado, o que justifica o tal pedido de ser entregue na hora e local certo pelo doutor e a conversa entre os dois quando ela está pendurada no teto no episódio anterior.

O que não entendo foi sua atitude super altruísta, só que não, de querer que as crianças morressem junto com todo o resto da humanidade porque aí sim eles iam querer a mãe. Definitivamente a Clara passa longe do meu ideal de acompanhante, mesmo.

Nem de professora, afinal logo o Doctor ter que falar que uma criança está sumida?

Já os pequenos humanos se saíram um tanto melhor, apesar de eu achar que a minha filha de 11 anos pediria pela mãe ao ver a cidade tomada pela floresta… Pelo menos até ver o primeiro “gatinho” perdido e sair atrás dele.

No final das contas, é claro que imagens bonitas não substituem um enredo de primeira, mas já tivemos momentos piores nesta temporada, não é verdade?

P.S. Missy escolheu Clara? Bom, ainda bem que só temos mais dois episódios para resolver o mistério.

P.S. do P.S. Um episódio com jeitão de história infantil, então nada mais lógico que role uma “moral da história” nas mensagem da Maebh para o restante da população, não é mesmo?

P.S. do P.S. do P.S. Esquecer não é exatamente um superpoder, é questão de sobrevivência mesmo.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

4 Comentários


  1. Aleluia que aquele mimimimi da Clara deu um tempo !

    concordo que a Clara fica a anos-luz longe de ideal de companheira para o Doctor

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