Grey’s Anatomy: Everybody’s Crying Mercy (10×3)

Reconstrução. Acho que poderíamos dizer que este episódio de Grey’s Anatomy foi sobre isso. E fico aqui pensando como uma série de dez anos faz para se reconstruir, agradar os fãs antigo e conseguir novo folêgo.

Grey's Anatomy: Everybody's Crying Mercy (10x3)

Com certeza não é explorando antigos dramas, então resta torcer para que Cristina e Owen sigam para frente, que Callie e Arizona resolvam se vão ou se ficam. Particularmente eu acho que Shonda ainda vai gastar mais uns episódios com esses dramas, então apenas torço para que seja menos dolorido. Principalmente para Arizona e Callie, porque Callie pode falar o que quiser, mas não é só Arizona que precisa de terapia não.

Aí me peguei pensando: com certeza Callie tem bem mais fãs que Arizona, que foi bem mala na temporada passada, e colocar Callie como certa, como traída, me soa jogar para a torcida. Mais alguém com essa impressão?

Dos novos dramas: que triste ver Richard falando daquela forma com Meredith! Ainda mais porque eu não acho que ele tenha sido sincero, ainda mais porque eu acho que ele está tão infeliz, que ele precisava atacar quem estivesse por perto e melhor se fosse alguém que ele pudesse culpar por ele estar com aquele tubo no nariz. E eu odeio drama desnecessário, porque isso significa um afastamento para uma reaproximação ali adiante – fórmula já usada vezes sem conta na série.

Com tudo isso, resta falar que a melhor parte do episódio foi o dilema entre Jackson e Owen e como os dois, no final, conseguiram realmente trabalhar juntos. Porque, vamos combinar, chega de brincar de “sou dono do hospital” e vamos ser de verdade.

P.S. Nunca pensei que eu ficaria triste ao saber que Ellen Pompeo e Patrick Dempsey renovaram seus contratos para continuar na série por mais dois anos. Como eu já disse, acho que mais de uma vez, Grey’s Anatomy sempre foi para mim uma série sobre uma amizade verdadeira. Só que Cristina deixa o hospital ao final deste ano e eu não sei se quero continuar vendo o que virá depois.

Eu fico achando, sempre, que séries devem acabar quando um ciclo for completo, quando o que se pretendia dela foi conseguido. Do outro lado, canais querem aproveitar o máximo do dinheiro obtido com séries de sucesso e vão alongando histórias, trocando produtores, roteiristas, atores. No meio do caminho ficamos nós, fãs que lembram da época em que aquela série era imperdível, em que cada episódio era emocionante.

Algumas vezes insistimos e somos recompensados, CSI conseguiu se reinventar com a entrada de DB Russell, mas ao que parece a magia durou duas temporadas, outras finalizamos sem palavras, decepcionados e vazios, categoria em que podemos colocar Dexter e House.

Quando passamos tempo demais acompanhando fica ainda mais difícil de abandonar, mesmo não gostando mais, por isso não sei se conseguirei realmente abandonar Grey’s Anatomy – foi tão fácil com Once Upon A Time.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Pois é, passar anos vendo pra depois abandonar perto do fim… também não sei se conseguirei. Mas olha, vou tentar.

    Com todos os altos e baixos, acho que House e Dexter foram muito mais interessantes do que Grey’s tem sido.

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    1. Dexter só decepcionou pelo final que teve, mas conseguiu continuar interessante. Já House ficou muito pastelão para o meu gosto. Com Greys tudo vai depender de como acabar essa temporada.

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