Chicago Med: Mirror, Mirror (2×12)

Nós ainda estávamos processando a ideia do rapaz que estava com uma arma enfiada em seu ânus quando os roteiristas nos apresentaram uma doença em que a pessoa sente o que a pessoa para quem ela está olhando está sentindo. Olha, eu já assisti a muita série médica e Chicago Med tem conseguido o feito de juntar mais doenças estranhas por episódio do que qualquer outra (neste ainda tivemos a questão do rapaz com os órgãos invertidos).

Ainda que a doença da menina tenha sido até assustadora – eu realmente fiquei com pena da garota e quase, prestem atenção no quase, senti pena da mãe dela -, mas foi o caso do rapaz que realmente mexeu com a gente. Fiquei com a mesma impressão que a Sarah de que ele não contou ao verdade ao dizer que fez o que fez para entrar com a arma na prisão, mas não consigo nem imaginar qual seria a verdade.

Além disso, foi bem tenso ver toda a operação que o Choi e o Jeff tiveram que montar para retirar a arma, que no final acabou disparando por conta do desespero do garoto. Fiquei pensando aqui se, na vida real, o rapaz não seria sedado justamente para evitar que isto acontecesse.

CHICAGO MED -- "Mirror Mirror" Episode 212 -- Pictured: Rachel DiPillo as Sarah Reese -- (Photo by: Elizabeth Sisson/NBC)

E o tiro no Jeff, de raspão, acabou por confirmar minha impressão geral sobre a Manning: ela absolutamente não sabe o que quer da vida. Chata e perdida, que conjunto.

Rhodes também teve de suar no episódio tendo de lidar com um doutor Latham ainda mais perdido. Depois de saber que é incapaz de perceber as sutilezas da comunicação não verbal ele se torna bastante paranoico e as explosões só pioraram. Rhodes teve, então, que lidar com as enfermeiras e médicas que Latham desrespeitou e com o próprio Latham.

Achei interessante que o cardiologista tenha acabado contando ao Rhodes sobre o que está passando, porque ele definitivamente precisa de ajuda para lidar com o diagnóstico e as limitações que estarão lá, independentemente do tratamento que ele está tentando. Talvez o doutor Charles tenha lhe oferecido a opção do tratamento experimental cedo demais, ele talvez tivesse que entender melhor a doença e suas limitações antes de embarcar nele.

Assim como talvez Sarah tenha embarcado cedo demais na residência em psiquiatria. A psicoterapia é condição não só para psiquiatras como também para psicólogos, menos para que eles entendam seus próprios problemas, mais para que eles não se conectem de forma exagerada aos problemas de seus pacientes, o que não causaria bem a nenhuma das duas partes da equação.

Sarah é um amor, mas com certeza tem muitas questões pessoais para resolver, das quais anda fugindo. O fato de uma médica da psiquiatria sequer sugerir que “psicanalise é para loucos”, bem, já demonstra o quanto as coisas podem dar errado aqui.

Finalmente, mas não menos importante: o doutor Stohl. Qual o motivo deste ser ter aparecido na série? Ele é insuportável, egomaníaco, desrespeitoso. Essa história toda da filmagem apenas serviu para colocar uma lupa sobre todos os erros que ele comete no hospital.

P.S. Não encontrei nada na internet sobre a tal doença da menina, talvez tenha sido apenas “licença poética”.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Acho que você quer dizer Sarah ao invés de April.

    Procurei sobre a doença da menina e achei algumas matérias, procura por Sinestesia toque espelho ou Mirror Touch Synesthesia.

    Esse episódio realmente foi recheada de casos médicos bizarros.

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