NCIS New Orleans: Father’s Day, No Man’s Land e Second Chances (2×14, 2×15 e 2×16)

Vocês se perguntaram: a Simone desistiu de NCIS New Orleans? Não, eu não desisti, foi apenas um daqueles atropelamentos da vida sobre nossa vontade, para ser mais exata semanas cheias de afazeres múltiplos a fim de garantir uma semaninha de folga para mim na próxima semana, curtindo um barulho de mar e coisa e tal.

Eu até tentei, corria e deixava vários textos programados e falava para mim mesma “na quinta eu volto e faço os demais da semana”, mas eu não voltava. Vergonha mesmo. Antes que a coisa fique pior, vamos falar dos três últimos episódios de NOLA?

Father’s Day teve o retorno de Douglas Hamilton, agora prefeito da cidade, e o episódio poderia ser só com ele e Pride se enfrentando e todos nós já estaríamos satisfeitos. O que a gente não imaginava era os dois sendo sequestrados em meio ao Mardi Gras e colocados presos frente a frente por não terem resolvido um caso de assassinato no passado.

E, devo dizer, foi um episódio um tanto pesado para a data: ainda que eles tenham obtido a prova necessária para processar o verdadeiro assassino de Patricia, toda a história foi muito triste, com a filha dela tendo morrido por drogas e Mike acabando morto ao final. Não existe final feliz de verdade aqui.

O pequeno incomodo veio de um padrão que parece estar sendo estabelecido nesta temporada: é sempre alguém do passado que ressurge a fim de acertar contas ou é um caso do presente esbarrando com um do passado.

P.S. Jon Cleary e Glen David Andrews são músicos famosos de New Orleans, aonde ainda se apresentam regularmente. Algo que adoro na série é esse toque que eles sempre conseguem dar.

P.S. do P.S. A mulher do vestido vermelho foi interpretada por Chasty Ballasteros, que já apareceu em Sons of Anarchy e Criminal Minds fazendo pontas, já Mike foi interpretado por Lee Tergesen esteve em Defiance e em Longmire, entre outros.

Então eu fiquei feliz da vida quando No Man’s Land quebrou o padrão e praticamente nos deu um Homeland em 40 minutos, só que dessa vez o ex-soldado realmente estava tentando impedir o pior, enganando os terroristas.

Devo dizer que, com apenas 40 minutos para trabalhar e considerando que boa parte deles foi usado para que a equipe identificasse o herói do trem e então o encontrasse, os roteiristas fizeram um belo trabalho na história, a ponto de na parte final eu estar tremendamente preocupada com o que aconteceria com ele e torcendo imensamente para que eu e Brody não estivéssemos erradas.

Agora, gente, será que o pessoal da CIA é tao horrível assim? Não tem uma série ou filme em que a gente não acabe achando que acabar com o departamento todo seja a melhor ideia do mundo. Dessa vez eles podem até não ter matado alguém, na verdade o agente acabou morto, mas o que custava eles terem trabalhado junto com o NCIS ao invés de ficar fazendo jogo? O agente acabou morto, na verdade, justamente porque achou mais importante guardar as coisas só para ele.

Eu só não entendi até agora porque nosso herói tentou despistar o pessoal da equipe a caminho do hotel… Ele achava que seria pego?

P.S. Na boa, achar que pode manter alguém o tempo todo ao alcance de uma câmera da cidade não me parece algo razoável. Não achei o melhor plano B que eles poderiam ter.

P.S. do P.S. Falando em planos errados: como é que o FBI deixou passar a entrada de um terrorista como Bashir no país? Sim, eu disse que o roteiro foi bom, mas não foi perfeito.

Agora, alguém pode me explicar por que Sonja fica indo e vindo da série? Eu acabei ficando com a impressão de que ela vem, tem um episódio quase centrado só nela e então ela some por um ou dois episódios. Fiquei aqui até pensando se quando Pride fala para a personagem de que ela precisa decidir se essa é a equipe para ela (ou quase isso), não era uma coisa de produtor para a atriz, sabem? Talvez eu só estava vendo coisas…

Desta vez os caminhos da equipe e o dela acabaram se cruzando em Second Chances por conta de um caso em que ela estava trabalhando junto com o pessoal da Narcóticos na tentativa de pegar uma antiga amiga que se tornou traficante ao tomar o lugar do irmão nos negócios após a morte desta.

Por caminhos bastante tortos eles conseguiram algo mais importante que isso, pegar o verdadeiro problemas com relação as drogas na cidade e ainda tirar das ruas um carregamento de droga com tolueno, que acabaria sendo mortal depois de ter sido processada usando-se partes de bombas, motivo pelo qual o NCIS estava na história em primeiro lugar.

Aqui entre nós o fato da Marian ter escapado com vida foi um bônus e tanto, o tipo de papel dela é aquele fadado a morrer se sacrificando para corrigir as coisas – só que se ela morresse sua filha não ia ter ninguém, não é mesmo? Momento em que eu agradeço pelo fato dos roteiristas ainda terem coração.

P.S. Patton agora tem uma van e tanto, não é? E deve ter sido uma pequena fortuna, risos.

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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