Bones: The Death in the Defense (11×11)

Lá fora quatro meses separaram a exibição deste episódio de Bones e o anterior, período em que, em teoria, os fãs da série ficaram em desespero com a hipótese de Hodgins ter ficado paralítico.

The Death in The Defense avança no tempo também, oito semanas, mostrando que Hodgins desde de a descoberta da lesão em sua coluna esteve em reabilitação e agora está voltando para casa e, como era de se esperar, louco para voltar ao trabalho. Temos então uma Brennan mais sem noção que nunca quase dizendo para Hodgins não se animar muito que “óh, daqui pra frente só piora”.

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Ainda que o terço final do episódio tenha servido para nos demonstrar que ela apenas não quer criar esperanças falsas e sofrer por ver o amigo na cadeira de rodas, achei tremendamente infeliz a escolha do roteiro. Brennan é uma antropologista, acho que as vezes os roteiristas esquecem, e passou sua carreira vendo pessoas, tribos, nações inteiras, se adaptando, mudando, sobrevivendo. Mais que isso: os efeitos do pensamento positivo e da fé são comprovadamente positivos para a ciência, ainda que ela não saiba apontar exatamente como funciona. Ela ter uma atitude tão pessimista com relação ao amigo me pareceu inadequado.

Como anda sendo várias das atitudes que eles colocam nela nestes últimos dois anos.

Hodgins passa o episódio, então, tentando mostrar que não desanimou e que é o mesmo cara que sempre foi. E a cada minuto é confrontado com limitações impostas por Brennan, Cam, que se sente culpada, e até mesmo Angela, ainda no que no caso desta podemos colocar o fator preocupação na balança.

Claro que o final foi um banho de água fria, com ele ouvindo da médica que seus nervos não estão voltando a crescer é que a paralisia provavelmente é permanente, mas Hodgins é sem sombra de dúvida uma das melhores pessoas para sobreviver a isso e ter uma vida plena. Gostaria muito mesmo que o roteiro nos mostrasse isso. Não será fácil, algumas cenas dele neste episódio mesmo nos lembram disso, mas ele tem um trabalho que ama, uma família maravilhosa e posses que permitem que ele busque as melhores soluções, não dá para desanimar, né?

O assassinato investigado pelo grupo ficou mais do que nunca em segundo plano, servindo mais para criar as situações de conflito entre Hodgins e os demais ou para mostrar que ele ainda pode ajudar muito à equipe toda.

Destaque fica para Wendell, ele próprio um sobrevivente das estatísticas e fico triste que ele tenha sido tão pouco ouvido pelos demais.

Agora, alguém mais percebeu que o assunto Arastoo foi completamente ignorado? Se oito semanas se passaram e Cam disse não é plenamente plausível que ninguém lembre de falar disso, o problema é que os telespectadores ficara no vácuo…

P.S. Tá, o desenho da Christine de caveira estava bem fofo.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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