Criminal Minds: Anonymous (10×12)

Pergunta do dia: mais alguém teve um deja vú forte com esse episódio? E eu não estou falando só da impressão de que contaram essa história em outra série – ainda que eu saiba que isso aconteceu -, mas de que Criminal Minds mesmo já fez isso. Dei uma busca nos arquivos do blog mesmo a procura de um episódio de temática parecida, mas estamos falando de dez anos de série, 24 episódios por temporada, então tive que desistir. Se alguém aí tiver a memória melhor que a minha (Cleide?), me confirme se eu estou certa, ok?

Criminal Minds anonymous S10e12 10x12 Rossi

Agora, deixando a impressão de lado, Anonymus foi um episódio de paralelos: o desconhecido que mata pessoas na tentativa de salvar sua filha que precisava de um transplante; Rossi que tenta se encaixar no papel de pai; e o amigo veterano de Rossi que pode morrer em paz após recomeçar sua história com seu filho. Em todas as histórias o amor por um filho modificando a vida de seus protagonistas.

Rossi, por exemplo, sempre foi um personagem querido, desde sua primeira aparição, e seus múltiplos casamentos sempre me deixaram com a impressão de uma intensa busca por uma família, ainda que todos eles tivessem dado errado. Essa impressão também apareceu em um ou outro episódio em função do caso que eles investigavam, ficando aquele das três crianças no parque de diversões como o mais marcante.

Então é claro que, mesmo na tristeza da perda de um amigo, comemoramos que ele tenha encontrado o que procurava na figura dessa filha que tanto fez para encontrá-lo e que garantiu não perdê-lo ao instalar um aplicativo no celular dele – muito amor nessa hora.

Confesso que quando ela aparece em Los Angeles para ficar ao lado dele no enterro, bem, o que dizer: eu chorei de alegria.

E eu nem acho que isso não tenha combinado com o que acontecia, porque aquela morte não era trágica. Era a morte de um homem que tanto fez e que conseguiu se levantar quando achou que tinha perdido tudo. Um homem que conseguiu se reerguer e estar ali por sua família e que calmamente se despediu dela quando o câncer chegou. E que, graças ao Rossi, teve o enterro que merecia, como herói de guerra que era.

Em paralelo o caso correu sem grandes surpresas: vimos quem era o assassino logo nos primeiros minutos, descobrimos logo sua motivação e, finalmente, ele acaba fazendo o mais correto quando é confrontado pela equipe: morre, mas ajuda sua filha a continuar viva.

Os fechamentos das três histórias, então, acabam sendo bastante adequados para um episódio emocional – com direção do Montegna.

“Conforme a vida passa a estrada cresce estranha com novas faces e perto do fim, os marcos em suas lápides mudam sob cada um, um amigo.” – James Russell Lowell

P.S. Olha eu me irritando à toa: então o episódio passado foi para nos mostrar que JJ não estava bem e justificaram que o aniversário do “ocorrido” com ela poderia ter iniciado um episódio de stress pós traumático. Aí, nesse episódio, acontece o que? Ela tá lá, normalzinha, dormindo bem e coisa e tal. Sim, eu sei, esse episódio foi centrado em outro episódio, mas eu devo ter ficado mal acostumada por causa dos cuidados que o pessoal do NCIS tem com coisas assim, quando mesmo em episódios não centrados nos dramas pessoais de nossos personagens eles não nos deixam esquecer o que eles estão passando, seja por conta de uma foto do fugitivo na parede, uma olhadela para a mesa que era da Ziva, o nome do peixe no aquário, uma correntinha na gaveta, uma ligação não atendida. A vida continua apesar dessas tramas paralelas, mas é muito mais legal quando a coisa não fica simplesmente esquecida.

Ainda mais quando eu sei que logo teremos um episódio com JJ sangue nos olhos de novo…

P.S. do P.S. Rossi ensinando Morgan a pescar: não tem preço.

P.S. do P.S. do P.s. Garcia de tiara de gatinho no trabalho é amor minha gente, é amor.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Deja vú é meu nome do meio se tratando de séries como Criminal Minds / CSI e NCIS e agora entra neste círculo Forever também

    já faz tempos que venho sentido quando termina o episódio a sensação de já ter visto o mesmo plot em algum lugar mas como vc disse Simone são 10 temporadas aliado a tantas séries que já sosseguei que esse deja vú vai acontecer por muitas vezes …. heheheheh

    eu sofro com a JJ, estes últimos episódios dá vontade de colocá-la no colo e consolá-la

    Responder

  2. Simone, a sensação de deja vu é minha também. O chato é que a gente saca logo o motivo e quem é o criminoso. Mas adoro Criminal Minds, do mesmo jeito. E concordo com tudo que você disse sobre o Rossi!

    Responder

Deixe uma resposta