Touch: Music of the Spheres (01×09)

A escala cromática consiste em 12 tons. Arranjados por tempo e sequência, esses 12 tons simples, criam uma infinita variedade musical.

Harmonia e dissonância, tensão e resolução, todos podem ser descritos pela razão matemática entre os tons.

Se pudermos traduzir todas as relações em som, podemos ouvir a Música das Esferas.

Um som tão imenso e poderoso quanto o próprio Universo, tão quieto como uma pedra.

Tão sedutor como o coração humano. Para alguns, a música eleva o espírito, a um lugar que transcende a beleza.

Outros simplesmente ouvem a beleza nos próprios números.

Quem mais achou que o tal judeu melhor amigo de Arthur uma excelente adição ao elenco da série? Eu particularmente adorei a história sobre Jake ser um dos 36 justos da Cabala, um daqueles que são responsáveis por fazer pequenos ajustes na frequência do mundo a fim de salvar as pessoas.

E não há como negar que parte do interesse por essa história é porque é um avanço na “mitologia” da série, além da confirmação de que Amelia realmente estava na instituição. Do outro lado, também percebemos que quem quer que esteja por trás da “conspiração” para obter o máximo de informação dessas crianças, não é tão poderoso assim, ainda existem limites “legais” a que ele tem de atender, motivo pelo qual Martin ainda tem chance de manter seu filho a seu lado e nesse ponto Clea fora da instituição se torna um trunfo, já que pode dar dicas para Martin.

Outro ponto positivo do episódio – a esta altura eu deixo de escolher favoritos, já que a cada episódio eu encontro um diferente lado para elogiar – foi a ligação das diferentes vidas por causa da música. Foi muito legal Martin ajudando o tal menino a ponto de se colocar em risco (de novo), o que acaba por significar uma série de mudanças: a tia que resolve seguir para Nova Iorque, o músico que conseguiu conquistar seu amor e ter seu violão de volta, já que a dona da loja não foi roubada.

E se Martin se colocou em risco vamos combinar que Jake foi muito mais participativo, mesmo sem dar uma palavra. Na verdade, eu gostei muito do finalzinho, que Martin assume que ele talvez não precise mesmo falar, no final das contas.

A Terra, quando rotaciona, emite uma frequência. Uma nota musical, em 7.83 hertz.

Mas essa frequência se altera ligeiramente por razões ainda desconhecidas.

Alguns afirmam ser as erupções solares. Ou distúrbios elétricos na atmosfera. Mas talvez, haja uma explicação simples.

Talvez o som do planeta seja influenciado pelas 7 bilhões de almas sussurrando ao redor dela.

Cada uma produzindo sua própria música. Acrescentando sua própria harmonia.

P.S. Um americano tentando fazer português de Portugal, uma quase brasileira tentando fazer um português certinho, mas esbarrando no fato de que ela não foi criada aqui. O que poderia ser tão estranho quanto isso?

P.S. Pesquisei um pouco para tentar entender sobre os 36 justos, mas cada site que encontrei dava uma interpretação. Cheguei a encontrar um que afirma que esse conceito não é exatamente da Cabala e que não são exatamente 36 pessoas. Bom, não consegui concluir muita coisa, mas definitivamente fiquei curiosa em saber mais.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

8 Comentários


  1. Mais surreal do que os sotaques foi a loja de penhores brasileira com diamantes num balcão qualquer e a lojista se empenhando em pagar a hipoteca, algo mais comum lá do que aqui, aqui é empréstimo mesmo…
    Mas antes de mais nada, que episódio delicioso, a música entrando no circuito, acho que Touch não poderia ter melhor título, porque não só o menino não toca ou fala, mas cada episódio toca na gente.

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    1. KKKK Também pensei nessa história da hipoteca, mas dou um desconto porque é a realidade deles né? Eles não manjam nada do resto do mundo e eu nunca sei se a culpa é deles ou nossa. Também amei o episódio!

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  2. Apesar de eu ter amado o Arthur, o judeu chegou chegando mesmo. Agradou e muito.

    É como dizes, pontos positivos pq favoritos, tá difícil com tanta maravilha que a série nos mostra. A conclusão de que o filho não precisa mesmo falar, foi lindo, me fez chorar!

    É, os sotaques me agoniaram tb.

    Sobre os 36, vá pesquisando e depois nos conte direitinho, viu? rrss

    “o menino não toca ou fala, mas cada episódio toca na gente.”… Bonitas palavras, Bianca

    Detalhe, com um monte de série cancelada, a que me fez sofrer foi Awake. Era lindo. Tinha tb essa onde de mistério como Touch. Alguém assistia tb?

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  3. Menina, Jason Isaacs (AWAK) é tudo de bom, mesmo. Sempre que encontro pra baixar séries fora do eixo EUA, eu baixo e, queando ele aparece, fica melhor ainda! rs – Na série, tem um episódio em que ele está nú. Já pensou? meus sais!

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  4. Oi pessoal
    Eu sou portugues de Portugal e queria apenas esclarecer algo quanto aos sotaques que todos parecem criticar: Visto que a história se passa no Brasil é natural a rapariga falar brasileiro.
    Quanto ao Filipe por favor: Acham mesmo que é um ingles a tentar falar Portugues?? Aquilo é o tipico sotaque Açoreano pessoal xD
    Açores é Portugal 🙂

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  5. Já agora…a musica que ele tocou é muito bonita, se alguem tiver a cifra para viola agradecia 😉

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  6. Pessoal, boa noite.
    Também fiquei intrigado com os sotaques. Vamos lá. O Felipe é interpretado pelo Louis Ferreira, nascido nos Açores. Como nosso amigo Rui disse, Portugal tem vários sotaques. A Iara é interpretada por Linara Washington, filha de Brasileira

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