Parenthood: If This Boat Is A Rockin’ (2×08)

Já pensaram que essa cena acima é uma das poucas em que irmãos Braverman estão sozinhos? Agora transponha isso para nosso dia a dia: a partir da idade adulta são raros os momentos que temos para falar sobre a vida com as pessoas que gostamos com o tempo ou a calma que seria necessária, não é mesmo?

Todo mundo sabe que eu tenho uma super má vontade com Crosby e Jasmine, mas aqui eu dou ao rapaz minha simpatia porque é evidente que aquele barco significou muito na vida dele. Na verdade, Crosby vendendo o barco é um salto dele na vida adulta, que ele adiou por um bom tempo. E esse tipo de salto não é fácil, já que ele é a negação das coisas boas da juventude e traz consigo as inseguranças de tomar partido, de fazer escolhas.

E Crosby não é o único que padece dessa mal de vida adulta adiada nesta família: Sarah também tem uma tremenda dificuldade com o tema, mas por motivo diverso do irmão. Sim, ela já tem dois filhos adolescentes e se vira para colocar dinheiro em casa, o que poderia dar a ilusão de que ela já fez esse salto, mas não é bem assim. Suas atitudes no trabalho, o fato dela sair por aí com um “carinha” e esquecer de avisar ao filhos, isso mostra bem que ela hoje tenta “compensar” o fato de que teve de assumir as rédeas de sua vida cedo demais por ter uma filha quando ainda estava na adolescência.

Por último Adam. Eu fiquei realmente tocada por sua conversa com  o pai e depois com a esposa, ele assumindo o medo que tinha e ainda tem de ficar igual ao pai, o esforço que ele sempre fez para se segurar, para ser um cara controlado, sem que ninguém a sua volta percebesse, sem que ninguém pudesse ver que ele não estava bem.

Engraçado como nossos maiores medos sempre ficam tão escondidos, mas nunca o bastante para que nos esqueçamos deles.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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