Lie To Me: Grievous Bodily Harm (02×05)

Primeiro porque ele trouxe à tona algo interessante: imaginar-se um rei do Poker por poder identificar verdade e mentira por trás das atitudes dos jogadores na mesa. Segundo porque, por mais que o passado de Cal não faça a mínima diferença para avaliarmos seu presente, é interessante conhecer um pouco mais dele – já sabíamos de mãe com problemas, agora sabemos que o próprio Cal andou se metendo em confusão na Inglaterra.

E, diga-se, o Terry Marsh de Lennie James transpira confusão e perigo só de você olhar para ele.

Eu sempre adoro quando a verdadeira história pelo episódio não nos é apresentada até o momento exato: eu achando que Cal estava se metendo em confusão; Gillian achando que ele estava se metendo em confusão; Terry achando que estava colocando o amigo no meio do furacão. E Cal manipulando cada um deles, e a nós também.

O perigo é isso se tornar cansativo ou padrão, mas, até o momento, tudo foi colocado de forma muito precisa – doses homeopáticas, eu diria.

E a outra investigação? Bem, aí também podemos considerar uma jogada de mestre: mesmo a história de Cal sendo o chamariz – a cena inicial com Cal caído depois de um tiro não foi a toa – eles não entregaram outra investigação de qualquer jeito, não foi só para preencher o tempo.

Eu particularmente até consegui simpatiza com Locke – viu só Flávio, eu não o odeio totalmente – porque ficou clara sua posição ali, parando para pensar, foi um pedacinho do passado dele que também foi entregue para nós. Quem sabe até, um dia, a gente descubra porque ele resolveu assumir a verdade absoluta que pratica.

E os momentos finais não poderiam ter sido mais felizes: Cal socando Terry; a intervenção que a equipe tenta fazer com Cal (adoro o cinismo dele de uma maneira quase preocupante porque tem horas que eu me identifico ali) e, finalmente, ele explicando para Gillian como as coisas realmente funcionam.

Escrito por Simone Fernandes

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Sinceramente não tenho muito a acrescentar do episódio,gostei da “aprofundada” na personalidade do Loker,achei a segunda historia meio…enrolação,mais deu pra assistir sem problemas,e o inicio do episódio com o Light como rei do poker também me agradou demais Simone!eu gosto dos momentos que ele usa a habilidade dele em não só apenas assasinatos ou crimes,mais quando é expandido o horizonte de possibilidades que a mentira tem =].
    e obrigado pela citação na resenha ^^…um dia quem sabe vemos um pouco mais do que o Loker deixa transparecer com a personalidade dele radical…

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