CSI NY: The Thing About Heroes (04×10)

CSI NY 04×10

* Publicado originalmente em 10/01/2008

Depois do sucesso de Lost e Grey’s Anatomy virou moda pegar os seriados de sempre, de histórias com começo e fim a cada episódio, e colocar histórias que passam por vários episódios, criando linhas de continuidade que segurariam os telespectadores por toda uma temporada.

CSI fez isso no ano passado com o assassino das miniaturas e acabou nos empolgando no decorrer da história e decepcionando no encerramento com um episódio bem mais ou menos. Neste ano os produtores de Bones já anunciaram um tal serial killer antes mesmo da temporada começar. O assassino, Gormogon, apareceu logo no começo, mas some em alguns episódios para voltar depois, então só me toquei que essa seria a história da temporada depois de um tempo. Por enquanto não prejudicou, nem ajudou, o andamento do seriado.

Em CSI NY a história se refere ao estranho 333, perseguindo Mac por todo lado. Diferente do seriado mãe, os roteiristas optaram por não levar a história pela temporada inteira e entregaram um ótimo final.

The Thing About Heroes também foi um nome de episódio inspirado, totalmente relacionado a imagens que criamos dessas pessoas envolvidas com proteção e morte, de maneira tão similar.

O episódio começa em Chicago, para onde Mac partiu em função das pistas deixadas pelo 333 nas maquetes enviadas aos CSIs. No prédio Chicago Tribune ele encontra um corpo, um esqueleto, de um homem de 30 anos de idade. Agora ele tem que administrar a polícia de Chicago, interessada em saber por que ele está lá e o que significa aquele corpo, entender o que tudo aquilo significa e conseguir pegar o cara antes que ele o pegue.

O choque de Mac é maior ao saber que o corpo é o do assassino de seu melhor amigo de infância, um assassinato que Mac testemunhou junto de outro amigo. As imagens do passado nos fazem entender a perturbação de Mac: ele e dois amigos estavam envolvidos com algumas pessoas barra pesada. Um de seus amigos fazia pequenos serviços para um homem ligado a máfia. Ao levarem o pagamento para um homem este reclama do valor, achando que os meninos roubaram o dinheiro enviado.

Ele começa a surrar o amigo de Mac, jogando-o no chão. Mac consegue pegar sua arma, mas não consegue atirar, ele é apenas uma criança. Outro amigo tira a arma de suas mãos e consegue atirar. Eles tiram o amigo de lá, mas não a tempo de salva-lo.

Mas o que Mac não consegue entender é como alguém pode saber o que aconteceu naquela noite. Ele e o amigo que sobreviveu nunca contaram a ninguém o ocorrido. O amigo continuou envolvido com criminosos, pelo menos é o que você entende, mas ele não contaria a ninguém, já que foi quem puxou o gatilho.

Descobrir o que realmente está acontecendo parece mais difícil do que montar os quebra-cabeças em 3D. Mac volta para New York, tentando juntar o que sabe ao que o laboratório descobriu.

Na cidade, Stella e o resto da equipe são chamados para investigar o caso de um condutor de metrô encontrado morto. Com a equipe dentro do trem ele entra em movimento. Danny é quem consegue pará-lo a partir da cabine de controle, encontrando um mp3 ligado a fiação.

Mac acredita que o que aconteceu no metrô não foi acidente. Eles continuam tentando juntar os pedaços, mas não parece possível tirar mais nada de nenhuma das pistas. As digitais e o sangue não levam a lugar nenhum, a fábrica dos quebra-cabeças não mais existe.

É Stella que acaba fechando o círculo: ela lembra de sua discussão com Drew: quando jogou a primeira caixa sobre sua mesa e o quebra-cabeça caiu, ela e Drew juntaram tudo de novo. Quando ela volta ao escritório dias mais tarde, ela encontra uma peça embaixo da cadeira. O problema é que a peça era do segundo quebra cabeça, que, em teoria, nunca esteve lá.

É gente, ele não parecia boa coisa, ele era chato, e ele era o bandido. Juro, eu não gostava dele, mas não imaginava que ele era o 333. Ele me parecia, sei lá, superficial demais para ter conseguido fazer tudo que fez.

Pesquisando, agora, os presentes enviados por Drew, os CSIs conseguem descobrir quem ele relmente é: o irmão mais novo do amigo de Mac morto naquele quarto de hotel, número 333.

Não longe dali, Drew consegue encurralar e prender Mac nos subterrâneos do metrô. A equipe agora precisa limitar a área, encontrar pistas, qualquer coisa que permita encontrar Mac antes que seja tarde demais. A pista vem do mp3 da caixa de força e da música Train To NoWhere.

Drew monta uma armadilha para que, quem quer que tente salvar Mac, morra com um tiro disparado ao abrir da porta. A intenção dele é que Mac se sinta culpado, como ele acha que Mac deveria ter se sentido culpado por não ter salvo o irmão dele, por não ter dado aquele tira.

Ele acha que Mac agora posa de herói, mas deixou seu irmão morrer. Mac ainda tenta argumentar, como se isso fosse possível. Mas Drew está cego, cego a ponto de não imaginar que ele poderia matar alguém querido nessa história.

Quem abre a porta da sala é Jimmy, irmão de Drew. Ele morre com o tiro preparado por seu irmão mais novo, que ele acreditava não sabe o que aconteceu naquela distante noite em Chicago, mas que assistiu a tudo do corredor. Drew agora tem uma morte em suas costas e não faz idéia do que ser um herói realmente significa.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Simone, acho que voce se enganou. Jimmy não morre com o tiro, no final Stella o socorre e mostra que o colete impediu a bala.

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