Pechakucha Abril e Pimp My Carroça

Não entendeu nada do que está no título deste post? Pois eu te explico e ainda tenho a certeza de que você vai gostar. Sigam-me os bons.

Semana passada fui de penetra (não exatamente de penetra, já que fui convidada pelo pessoal de mídias da editora, mas eu não era público alvo, sabem?) a um evento da Editora Abril e ele acabou se revelando uma oportunidade e tanto de aprendizado. Eu, que já tinha ficado curiosa sobre o modelo Pechakucha ao receber o e-mail convite, descobri um jeito novo e interessante de se fazer negócio, de se dar um recado.

Primeiro explicar o conceito: como a imagem aí em cima explica, o conceito do Pechakucha surgiu em Tókio e consiste em se apresentar uma ideia em apenas seis minutos e quarenta segundos, o suficiente para exibir 20 imagens em 20 segundos cada. Por todo o mundo esses encontros tem por objetivo juntar ideias e negócios, pois no lado da platéia são encontradas empresas e investidores que podem tornar uma ideia, uma paixão, em ação.

O evento da semana passada fez parte da Semana do Conhecimento Abril, oferecida anualmente aos colaboradores do grupo Abril, e teve por objetivo abrir as portas para gente nova, parceiros, que tem projetos interessantes, mas sem grana de tocá-los em frente. A apresentação foi feita a um grupo de colaboradores e também filmada. Depois ela será disponibilizada a diretores do grupo, caso alguém se apaixone pela ideia o dono do projeto é chamado para uma nova apresentação, dessa vez com calma, para ver se conquista mais gente e o realiza.

Eu gostei tanto que já imaginei um evento desse aberto para empresas em geral e pra todo mundo que quiser ver seu sonho virar realidade aqui mesmo, em São Paulo. Alguém aí disposto a encampar a ideia?

E a abertura foi feita por gente que já é sinônimo de sucesso no recebimento de novas ideias: o diretor de mídias sociais da Tecnisa, Romeo Busarello (ele está no twitter, segue ele lá que vale a pena), que em apenas seis minutos e quarenta segundos conseguiu falar do quanto a empresa ganhou nos últimos anos ao ouvir seu público nas mídias sociais e ao abrir espaço para que qualquer funcionário apresente a sua ideia para a diretoria, em formato semelhante ao do evento que se iniciava.

A Tecnisa vendeu apartamentos pelo Twitter, tornou seus projetos mais acessíveis, investiu em ideias novas, tudo isso só nos últimos anos. Imagina o que ainda é possível fazer? Eu acabei tuitando muito nos seis minutos do moço porque muitas coisas do que ele disse ali valem pra vida, não só para os negócios.

E o Pimp My Carroça? Pois este foi o último projeto que ganhou espaço lá no Pachekucha e é um que todo mundo pode ajudar a virar realidade porque o Mundano, artista plástico que teve essa ideia, está com ele lá no Catarse e você pode dar sua contribuição por lá.

O Mundano contou lá no evento que teve a ideia de pintar as carroças do pessoal que faz coleta de lixo pelas ruas da cidade e que hoje fica invisível. Mais que embelezar as carroças, o Mundano tem uma ideia de integrar essas pessoas mesmo, de fazê-las entender o seu valor para a cidade – você sabia que são esses carroceiros os responsáveis por boa parte da reciclagem em São Paulo?

Ele começou pouco a pouco, até que teve a ideia de uma Carrociata pela cidade de São Paulo durante a Virada Sustentável. Serão 50 carroceiros com suas carroças ajeitadas, roupas, itens de segurança, tudo para questionar essa invisibilidade que eles tem hoje e também para nos lembrar que somos todos peças importantes na reciclagem de materiais. A arte como instrumento de inclusão social.

Nesse link aqui você pode ver a apresentação que o Mundano fez no TED.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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