4 comentários em “O que importa é que seja amor”

  1. Pablo
    Pablo 14/06/2009 em 11:42 am

    Olha, o seu marido não é o único que aceita/não aceita a homossexualidade. Para os homens, especialmente aqueles que já são pais, aceitar isso, mesmo que em um amigo, um conhecido, seria admitir a possibilidade que isso, caso aconteça dentro da própria casa, seja aceitável. Não existe pai ou mãe que diga “eu quero um filho gay” (exceto a Alanis Morissette). Não são todos que têm a cabeça aberta e buscam informações sobre o assunto para saber como lidar com o assunto. Seu marido, no entanto, já tem uma grande vantagem, que é você.

    Você, como fã dos seriados, com certeza convive com vários personagens. Imagina, lá em 1994, onde os gays ainda tinham um espaço menor, “Friends” já abordava o caso de Carol e Susan e era tão natural. “Will & Grace” é uma das séries mais fantásticas da história da TV. Em “Popular” o assunto foi tratado dentro da escola, mostrou violência. Em “Dawson’s Creek” todo mundo sonhava com um beijo do Jack, muitos assumiram-se para os pais quando Jack o fez para sua família.

    Então com certeza você está acostumada com o assunto. Para seu marido, talvez falte um pouco mais de informação sobre essa situação. E você, como companheira, como mãe, como blogueira e detentora de uma internet cheia de informações, poderia ajudá-lo a entender e mostrar que, por mais inaceitável que ele acredite que seja, é algo que acontece, não dá para mudar.

    Já é tão difícil ser gay, imaginar ser gay e ainda não ter o apoio daqueles que mais amamos?

    Parabéns pelo post, vou citá-lo lá no Universo Mix.

    Bjo! 😉

    1. Simone Miletic
      Simone Miletic 14/06/2009 em 5:48 pm

      Pablo,
      Acho que não é só a TV, que com certeza tem sido de grande ajuda para as pessoas olharam tudo isso com mais naturalidade, mas eu e ele somos de “gerações” diferentes – temos 15 anos de diferença – e sei que isso acaba pesando, já que as coisas foram ficando normais enquanto eu ainda crescia, mas ele já era “adulto”.

      Como você disse, ninguém fala que quer ter um filho gay, mais por saber das dificuldades que ele vai enfrentar em sua vida do que por qualquer preconceito, mas precisamos ficar abertos ao fato de que alguém querido pode ser e é importante que ele se sinta respeitado.

      Outra coisa que percebo é que as mulheres têm uma tendência a aceitar a homossexualidade muito mais facilmente do que os homens. A causa disso eu não sei, talvez porque no passado o sexo feminino tenha sido menosprezado, mas as mulheres são mais abertas até mesmo para o “experimentar”, enquanto os homens nem por brincadeira.

      Mas, acredito mesmo, que se a gente falar muito, trocar informações, cada vez mais isso deixa de ser diferença.

      Beijos

  2. naomi
    naomi 14/06/2009 em 12:56 pm

    post excelente, explicações do pablo idem.

    ps: procurei ‘homossexualismo’ no pdubt para editar e corrigir e… nao tinha nenhum! inconscientemente já usava ‘homossexualidade’ antes de saber.

  3. Lívia Figueiredo
    Lívia Figueiredo 15/06/2009 em 7:09 pm

    Olá Simone, vim agradecer o link do post do NaTv, é muito bom quando o que a gente diz pode atingir ainda mais pessoas! Beijo!!

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