Chicago Med: Us (1×13)

Lembrando sempre que eu não acho certo o que Halstead fez ao não respeitar o desejo de sua paciente – volto ao tema no texto sobre o episódio de Grey’s desta semana também -, mas fiquei feliz de ver o encerramento da história, já bastante sofrida. Conforme podíamos imaginar depois de descobrir que ela estava recebendo o placebo, a paciente opta por ir para casa e lá se despedir da vida. Halstead não se contém e acaba por ir ao funeral, no qual o marido dela agradece o que ele fez.

Minha crítica a atitude do médico sempre foi pelo fato dele não ter respeitado o desejo da paciente, mas sempre admiti a dificuldade de situações assim e a grande verdade é que o marido e a filha dela pelo menos tiveram mais algum tempo com ela e nós nunca temos tempo suficiente para nos despedirmos de quem amamos. Imagino que o marido agora encerre o processo contra o médico e esta história sirva apenas para que Halstead pense melhor quando passar por algo parecido.

Mas não, não acho que o que Jay falou valha em uma situação assim, não acho que toda boa intenção é justificada ainda que a pessoa tenha feito algo correto.

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E a história do paciente que não reconhecia o próprio braço como dele apenas serviu para reforçar meu ponto de vista: sim, nos parece loucura que ele queria retirar o próprio braço e não consigo imaginar um médico sequer aceitando executar essa cirurgia. Torci para que o doutor Charles encontrasse uma solução eficaz para o que ele sentia e me doeu o fato do paciente não conseguir esperar.

A mente humana é definitivamente complexa, decidir algo em uma situação dessa me parece impossível.

O episódio na verdade pareceu “temático”, já que suas duas outras tramas falaram de escolhas difíceis: Reese e a decisão entre patologia e pronto socorro, aposto e ganho que ela vai pedir uma transferência logo logo, e Natalie e o batizado de seu bebê, ela encontra um meio termo ao batizar o menino no hospital, mas eu não gostei particularmente solução já que ela mesma disse não ter religião.

Quando ela ouve Rhodes contando sua história eu imaginei que ela adiaria o batizado e tentaria encontrar uma religião em que ela pudesse se sentir confortável e então dividir com seu filho, encontrar esse espírito do qual ele falou. Ela tem isso entre seus colegas médicos, mas eles não serão colegas do seu filho, entendem o que eu quis dizer?

De qualquer forma, ela pelo menos satisfez o desejo da sogra, que tanto perdeu.

Mais o maior mérito do episódio é nos mostrar que os personagens da série começam a encontrar seu lugar, que eles realmente começam a parecer uma equipe. Quem sabe a gente até perdoe o Halstead e Natalie mais a frente por serem chatos, não é?

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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