Downton Abbey: Episode 6.8 (6×08)

Ainda inconformada de apenas ter mais um episódio a frente, ao terminar de assistir a este eu só conseguia pensar uma coisa: que vontade de dar na cara da Mary. Se eu nunca gostei da personagem, este episódio ficou marcado como aquele em que eu perdi completamente a esperança de que ela me surpreendesse positivamente – na verdade eu, Edith, Tom, Violet…

Violet e Tom, em verdade, tiveram as melhores definições da personagem colocadas em palavras: uma covarde e uma egoísta, do tipo que ainda consegue se orgulhar disso, o pior tipo.

downton abbey 6.8 s06e08 6x08

Meu coração ficou completamente dilacerado quando ela conta a Bertie sobre Marigold. Na verdade eu a via fazendo isso desde o momento em que ela confronta Tom sobre a verdade, ali uma Mary infeliz já estava decidida a fazer Edith infeliz também. Quando ela fala e o mundo de Edith se parte eu chorei, mas quando ela dissimula, tenta enganar aos outros e a si própria de que não fez por mal, eu só consegui sentir raiva. Nada, absolutamente nada justifica o que ela fez.

E ela desperta da raiva de Edith também, que durante tanto tempo aguentou calada cada uma das pisadas que recebeu de sua irmã e eu devo dizer que ela falou pouco. Provavelmente porque estar duplamente triste: pela perda de Bertie e pela constatação de que não tem nenhum carinho de sua irmã.

Ainda assim, Edith encontra neste enfrentamento um de seus melhores momentos na série toda, quando pontua muito bem o que conduz Mary e ainda diz à irmã que ela é idiota de não ver o valor de Henry. Verdade repetida pela Condessa, sempre muito mais eloquente do que eu:

“I believe in rules, and traditions, and playing our part. But there is something else…I believe in love. I mean, brilliant careers, rich lives, are seldom led without just an element of love.”

Confesso um pouco de decepção que mesmo assim, mesmo depois de ter sido pisado por Mary e mesmo depois de saber o que ela fez com Edith, Henry tenha ficado a seu lado. O amor é dessas coisas inexplicáveis mesmo. Talvez ele consiga ainda enxergar o algo de positivo nela que eu não consiga.

Acho que sou incapaz de perdoar falta de gentileza… Crueldade (que ela também praticou com seus pais neste episódio também).

De volta a Londres, que eu também acho que Edith deve chamar de lar, ela e sua co-editora são confrontadas com a identidade verdadeira da colunista da revista e eu devo dizer que eu não podia imaginar o Spratt tendo tamanha criatividade!

Outras pequenas mudanças também aconteceram na parte baixa da propriedade: o senhor Molesley começa a dar aulas e ao dar ouvidos a Baxter acaba por conquistando seus alunos, num dos momentos mais bonitos de sua história na série.

Baxter na verdade é aquele anjo pouco reconhecido: ela ajuda Molesley, ela silencia sobre o segredo de tantos, ela insiste em tentar ajudar Barrow, a despeito dele não ajudar muito a si mesmo. Fiquei feliz que ela tenha conseguido salvá-lo, já há umas duas temporadas eu tenho me afeiçoado dele a medida que sua história foi melhor contada.

P.S. Carson continua perdendo pontos comigo episódio a episódio, a forma como ele fala dos problemas da pobre senhora Pattmore.

P.S. do P.S. Certeza de que eu desidratarei neste sábado.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

5 Comentários


  1. Mary foi decepcionante neste episódio, que tamanha maldade cabe em uma só pessoa, atacou a todos na sua frente, até o Henry sofreu horrores !

    não entendo idolatrar tal criatura de personagem :/

    por outro lado a Edith foi rainha, sua personagem é sem dúvida a melhor e a que mais cresceu e se desenvolveu pela história toda, chorei por ela pois não merecia ser tratada assim e muito menos ter uma irmã como essa

    Mary pra mim é o tipo de pessoa que quero ter longe de mim e desejo que ninguém conheça pois ser atacada por ela ser uma pessoa infeliz é a maior infantilidade possível

    e sobre o Sr. Carson não tenho mais apreço por ele, mesmo com Robert e Cora e mais a Rosamund dando um espetáculo de confiança a quem sempre foi prestativa, esse senhor não conseguiu enxergar o verdadeiro valor ali

    pena do Thomas, ao contrário da Mary, ele ao menos amadureceu e reconhece todos os seu pecados

    Sr Molesley teve uma linda cena nos fazendo orgulhar do que nos somos

    meu coração chorou com Edith e troço demais para que seu final seja muito feliz pois ela sim merece

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  2. Gente, chama a Lindsey para dar um soco na cara da Mary. Mulherzinha infeliz.
    Adorei a Edith jogando umas verdades na cara dela, mas achei muita injustiça a outra casar primeiro.

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  3. Simone, cadê a resenha do último episódio??? Derreteu-se de tanto chorar e não conseguiu escrever? Heheheheh! Eu ainda não revi, acho que hoje vai ser a noite do chororô!

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