Chicago PD: Favor, Affection, Malice or Ill-Will (4×15)

A dificuldade de fazer o certo quando isso significa colocar atrás das grades alguém que já perdeu tanto, sofreu tanto. Olinsky mostrou claramente isso ao longo de todo o episódio. Não foi muito fácil para ninguém na equipe na verdade, mas ele foi quem mais sofreu com toda a situação de ao mesmo tempo enganar aquele pai em luto enquanto tentavam descobrir quem realmente matou a filha dele.

E acho que esse sofrimento todo vai além do fato dele também ser pai de uma menina, mas por tudo que ele já viu nessa vida dele como policial. Quando a Burgess subiu para a Inteligência ele falou para o Voight sobre não querer ver a inocência dela destruída, então acho que não estou tão louca assim em ligar as duas coisas.

Voight também teve seu lado pai influenciando na forma como tratou a situação, não à toa ele resolveu reabrir o caso do assassinato da moça. Quando ele faz isso ficou fácil prever que o culpado não seria o primeiro acusado, afinal uma pessoa não pode ser julgada duas vezes pelo mesmo crime e comprovar que foi ele e deixá-lo livre não seria uma história que nenhum de nós ia querer ver.

Tivemos então aquela correria contra o relógio: tentar descobrir a verdade sobre a morte da garota enquanto enrolavam a promotoria na questão de prender o pai por contratar um assassino. Sei que, mesmo todos não querendo que o pai acabasse na cadeia, o final do episódio era o único possível, mas doeu o coração quando vemos Olinsky colocando aquelas algemas, não é verdade?

Na verdade esse não foi um episódio para quem quer recobrar a fé na humanidade: o primeiro acusado que cobrou para ajudar a polícia, o cara que apenas entregou o pai em luto porque queria livrar um primo da cadeia, o cara que estava com a garota no momento da morte e desapareceu para salvar a própria pele.

Não ficou fácil acreditar nas pessoas.

Falando do retorno de Ruzek: alguém mais lembrava que ele nunca foi oficialmente transferido para a Inteligência? Eu não lembrava. Mas acabei curtindo a inversão de papéis, com Burgess na Inteligência e ele voltando a usar o uniforme azul e patrulhar as ruas. Acho que mesmo que ele tivesse sido transferido Voight teria razão de não querê-lo por perto depois de um outro sargento ter de contar a ele que seu funcionário resolveu “dar um passeio” em outra unidade.

Pisou feio na bola.

Como ele tem mais sorte que juízo, Rixton resolveu deixar o grupo e ir para Narcóticos e, pelo que pudemos entender, o fez porque o pai do Ruzek o ajudou no passado. Ele apenas devolveu o favor. Posso ficar triste? Eu estava gostando muito mais do personagem dele que o do perdido-Adam.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Quando Olinsky disse que tinha duas filhas fiquei um tempão intrigada, pois só lembrava de uma filha mas depois me lembrei que ele tem outra menina fora do casamento.

    Foi um ótimo episódio, deu um nó na garganta pois o Olinsky foi perceptivo além da conta na situação toda. Triste pela vítima ter tido o azar de se relacionar com um criminoso que tentava mudar de vida, triste pelos dois mas o cara foi um covarde.

    E adorei a reação do Voight para com Ruzek, bem feito ! Mas que o cara tem uma baita sorte e não termos mais o Jack de Revenge … snif snif

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    1. Eu voto por Rixton de volta, sempre.

      Achei toda a história da morte da moça muito triste, aquele negócio da pessoa errada no lugar errado.

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