Grey’s Anatomy: The Room Where It Happens (13×08)

Uma costura de lembranças. Acho que este foi um bom resumo para o episódio que, ainda que bom, desviou completamente da temporada. Nenhuma menção da consultora de treinamento, nada sobre a crise Karev e Delucca, nada sobre a eventual demissão de Richard ou sobre a dificuldade que Bailey está tendo em lidar com as expectativas da Catherine.

Ao invés de tudo isso um paciente muito difícil de ser salvo e os médicos a sua volta nos mostrando como suas experiências pessoais moldam quem eles são e o que eles decidem realizar. Ou melhor, como as perdas pessoas moldam quem nos tornamos.

Owen e a perda da irmã, que pela primeira vez aparece aqui em flashbacks – e é linda linda linda -, Richard e a perda de sua mãe, Meredith e a perda de Derek, Stephanie e a perda da sua infância. Engraçado que Meredith começa narrando falando da importância de dormir, mas o roteiro deriva por caminho completamente diferente.

Achei muito bom vermos que, mesmo depois de doze anos, ainda existe passado e história de nossos personagens a ser explorada e, principalmente, que tenham feito isso. Uma amostra de que quando esses roteiristas resolvem gastar um pouco mais de tempo pensando no episódio Grey’s pode ser uma grande série sem ser preciso acabar com a vida dos personagens, néam?

Finalmente, foi interessante ver os médicos discutindo soluções, caminhos, em meio a um atendimento de emergência, talvez por isso eu tenha ficado meio irritada a princípio com as atitudes de Richard, meio a ideia de que o paciente ia acabar morrendo enquanto eles discutiam se estavam se preocupando ou não com o paciente, mas depois acabei achando que a forma dele abordar a questão bastante válida. Além de ser o gancho necessário para as lembranças de que já falei.

E agora fico pensando no monte de gente que não deve ter gostado desse episódio por ser lento ou justamente por ter saído das tramas da temporada… É a vez deles de reclamar.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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