Chicago Med: Inherent Bias (2×07)

Confesso que eu passei praticamente todo o episódio Inherent Bias torcendo pelo impossível, já que eu sabia que o aparecimento de Reggie (interpretado pelo sempre ótimo Robert Gosset de Major Crimes) tinha pouquíssimas chances de ter um final feliz. Ao escolher torcer por um final feliz para Reggie e Sharon – fosse porque eu acho que Sharon merecia, fosse porque essas histórias de amores que poderiam ter sido e que ganham uma segunda chance sempre me encantam – sofri bastante ao longo das vãs tentativas de salvar a vida do fotógrafo.

E fico feliz que Natalie tenha sido compreensiva com o que Sharon sentia – ainda que ela, como Choi, soubesse que tudo aquilo apenas adiava o inevitável.

Finalmente, eles mostraram muito bem porque é tão importante um médico não estar envolvido sentimentalmente em um caso.

CHICAGO MED -- "Inherent Bias" Episode 207 -- Pictured: (l-r) Torrey DeVitto as Natalie Manning, S. Epatha Merkerson as Sharon Goodwin -- (Photo by: Elizabeth Sisson/NBC)

Na verdade este pareceu o mote maior do episódio, já que reapareceu no caso do doutor Charles e a garota que estava com problemas mentais por conta de um problema no coração. Ali acho que vimos Charles não somente preocupado com a paciente não ter condições de dar seu consentimento, mas com o fato de que ela havia se conectado totalmente com ele – ainda que o confundindo com outro alguém.

O embate entre ele e Charles acaba servindo para outros propósitos também: novamente temos um Connor seguro de si depois das dúvidas surgidas nos dois últimos episódios e ele acabou atraindo a atenção de ninguém menos que a filha do psiquiatra, que me pareceu gostar de uma boa briga.

Ainda não tenho opinião formada sobre o casal, mas duvido que seja pior que o casal formado por ele e aquela outra médica cardiologista na primeira temporada. Um lado meu preferia que eles focassem mais na vida familiar dele, que começou a ser explorada na temporada passada e de repente foi completamente esquecida.

Finalmente, olha a questão pessoal de novo na trama de Reese e o rapaz que havia aparecido com um chip no corpo. Ele decide que só se sentirá seguro se ficar na casa dela e ela acha isso uma boa ideia. Eu nem sei dizer em quanto diferentes maneiras isso era errado e acho que Charles falou pouco de tão absurda que era essa ideia.

E nem o final dramático – desnecessário – com Reese e Choi procurando por Danny nas ruas me fez ter dúvidas sobre o fato de que ela não deveria nem ter pensado em concordar com ele.

Com tanta coisa a trama de Will e Noah acabou ficando um tanto avulsa. Noah não é um personagem do qual eu goste, na verdade ele podia não ter existido. Aí ele chega com essa grande ideia do atendimento médico por um aplicativo e eu só consigo imaginar o número de erros e processos que algo assim poderia gerar. Pode ser perfeitamente legal, mas com certeza não é seguro.

Ainda mais para um cara como Will que já está com o seguro médico bem alto por decisões impensadas.

Falando em decisões impensadas: que ele aceite morar com Nina, mas que isso não vire dramalhão por conta do que ele ainda sente pela Natalie.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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