Chicago Med: Withdrawal (1×17)

Pela propaganda do episódio eu achei que veríamos Natalie enfrentar uma difícil e terrível doença, ao invés disso o roteiro optou por tentar encerrar o período de viuvez da moça e lhe deu um “coração partido” de forma literal. A meu ver uma tentativa de aumentar nosso apreço pela personagem, que carece loucamente de mais simpatia ou pelo menos de a gente achar que ela tem alguma utilidade.

Pena que isso acaba tirando a coerência, já que na última vez em que tivemos o foco pessoal nela ela parecia estar se interessando pelo Halstead depois que ele desistiu dela. Então vamos dizer que ela acabou falhando duplamente: continuo pouco ligando para a personagem e definitivamente preferia vê-la sendo mostrada superando desafios que o que vimos aqui.

Falando no ruivo, aqui ele de novo acabou fazendo o que não era exatamente o que devia. Fico cada vez mais confusa com o personagem: os erros que ele comete seriam esperados de um estudante, mas ele já é chefe dos residentes. Entendo que ele às vezes pense diferente da diretoria, mas todas as vezes? Aqui uma enfermeira mostrou conhecer bem melhor do que ele quando vale insistir e quando é preciso ceder.

Sim, ele aparente ter complexo de herói querendo salvar a todos, mas sempre do jeito dele.

A mesma linha tem sido adotada agora com Connor que, episódio sim, outro também, decide fazer algo diferente do que seu “tutor” acha que ele devia. Ainda que em dose menor, a decisão de tornar os personagens tão cricas pode ser um dos maiores problemas da série. Pior no caso do Halstead que além de sempre decidir errado o faz sendo o maior mala possível.

Aqui Connor foi colocado tratando um paciente Testemunha de Jeová e eu só posso imaginar o quão é complicado lidar com isso: eu nem sou médica e já não consigo entender a decisão de alguém que prefere morrer do que receber sangue de outra pessoa porque isso seria impuro. Sério, mesmo, difícil. Só que ele precisa respeitar, nós precisamos. Ele insistiu e a esposa do rapaz acabou autorizando o by pass, mas a atitude de Dewey ao não questionar, ainda que isso pudesse causar a morte do paciente foi a mais correta.

E Dewey inclusive explicou muito bem isso: “Não precisa fazer sentido para nós. Se ele acredita que viverá mais se ele for vestido com bandagens verdes, então nós vamos dar a ele bandagens verdes.”

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Em lado completamente oposto temos a parceria repetida de Reese e Charles: essa sempre funciona. Reese em verdade deveria ser a única a passar por dilemas de crença tão simples, afinal ela é a estudante. Só que, ao contrário de seus pares mais experientes, ela busca ajuda e ela ouve os outros.

Ela é nova e a frase dela dizendo que nem é tão nova ainda, afinal ela tem 26 anos, foi a maior mostra de sua juventude.

Ela acaba atendendo velhinhas de um mesmo asilo e descobrindo que elas tinha dormindo com um mesmo senhor e então pego doença venérea. Seu susto por senhoras tão velhas ainda fazerem sexo não é de se estranhar, vivemos em uma sociedade em que velhos são vistos como inúteis, mas o principal desafio para ela é ver porque elas aceitariam um relacionamento livre a tal altura de vida.

Sarah Reese, em palavras bem mais simples que as do doutor Charles eu lhe diria que a vida faz de nós menos românticos, diminui expectativas. Ao contrário do que você imagina, a vida fica mais simples e você liga bem menos para os que os outros pensam.

P.S. E o tal pássaro chato, isso significa que o paciente acumulador morreu? Porque ele não saiu dando o bicho de outra pessoa embora.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. Achei bonitinha a história do coração partido da Nathalie, mas ela ainda não me conquistou. A personagem continua sem sal.
    Também não entendo o porque o Will é o chefe dos residentes, ele não tem perfil, vive colocando os pés pelas mãos, não respeita protocolos ou autoridade. Aí alguém pode falar: Mas o House também não. Mas o House se garantia no conhecimento médico e não era insuportável, tanto que mesmo fazendo as “coisas” do seu jeito, a maioria das pessoas amava o personagem.
    Dobradinha dr Charles e Sarah, adoro. Como você disse: a Sarah sabe ouvir.

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  2. Acho que o papagaio não era bem tratado pelo acumulador, por isso eles o tiraram dele.

    Eu acho que a história do coração partido faria muito mais sentido se fosse alguns meses atrás, talvrz quando Natalie demonstrou os primeiros sinais de interesse em Halstead.

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  3. Halstead termina fazendo uma ligação, espero que seja para o hospital em LA e assim vá embora. O cara é muuiittoooo chato!

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