Chicago Med: Hearts (1×14)

Ao que parece Chicago Med encontrou seu caminho. Ou pelo menos conseguiu entregar uma sequência bastante feliz de episódios agora nesta segunda parte da temporada. No centro do palco, hoje, um menino psicopata, um homem convivendo com o som ampliado do próprio coração e Reese e sua duvida sobre a escolha da patologia como especialização.

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A trama do pequeno psicopata foi a que teve mais tempo de tela e o desempenho do pequeno ator merece destaque – na verdade foi aquele nível de atuação em que você chega a pensar se ele não é realmente assim na vida real – mas a verdade sobre o problema daquela família era previsível: os roteiristas não iriam puxar a carta do pai abusador em dois episódios seguidos.

Ou simplesmente o olhar do menino já havia denunciado tudo…

Natalie teve medo de errar como no episódio passado e preferiu ter a ajuda do doutor Charles no caso e o psiquiatra foi quem percebeu os traços de psicopatia no menino. A descrença geral é esperada, afinal nos acostumamos a achar que crianças não tem maldade, não é verdade?

Eu fico imaginando a dificuldade dos pais em lidar com isso, mas a justificativa final da mãe não me tocou: ela diz que, como mãe, não pode abandonar, expulsar seu filho, só que, ao não fazê-lo, ela está expulsando o outro, ela está escolhendo expor o caçula ao risco, ao medo. Ele sim não tem escolha. Acredito que a história pare por aqui na série, mas confesso que gostaria de vê-la retomada mais a frente, com as possíveis consequências da decisão dos pais: o mais novo machucado novamente e sendo afastado da família? Ou ele fugindo do perigo que seu irmão representa? Poderia ser um final diferente se os pais aceitassem tratar o filho mais velho, como o próprio doutor Charles disse, quanto mais novo ele fosse tratado, maior chance de conseguirem mudar algo.

Para mexer com o doutor Choi, que tem se tratado com o doutor Charles, ele acabou cuidando do veterano cujo coração bate mais forte em consequência de restos de uma explosão pela qual ele passou na guerra. Eu também achava que era tudo psicológico, santa gelatina!!! Gostei demais da mensagem que Choi passa ao final para o paciente – e na torcida para que ele fique bem também.

Já Reese passou o episódio atormentada pelo fato de conseguir o que queria. É, algumas escolhas são feitas cedo demais, e seu corpo está lutando com o fato dela ter aceitado passivamente a ideia de ficar na patologia, mesmo querendo ficar na emergência. Só que agora Goodwin disse não para uma troca e a questão é se ela vai desistir facilmente neste primeiro não.

Além de tudo isso, como esperado, Halsted pode respirar novamente agora que não tem um  processo sobre sua cabeça e parece querer se redimir de todo tempo em que foi um mala com Rhodes. Até pagar uma cerveja para o colega ele quis… Só que este ficou chorando no carro a perda de mais um paciente. Rhodes tem esse problema de querer ser forte o tempo todo e para estas pessoas o sofrimento acaba sempre maior.

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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