Criminal Minds: Pariahville (11×06)

Por mais que alguns crimes nos assustem, a verdade é que todos merecem segundas chances. O problema é ter uma segunda chance se você está marcado como um criminoso sexual.

De um lado a necessidade das pessoas de se sentirem seguras, ainda que isso signifique marcar uma pessoa como se fosse gado. Do outro a ideia de que não existe segunda chance se todos já te olham com preconceito.

Se o roteiro de Criminal Minds não se aprofundou nesta questão – o que é certo, o que é errado na atual lei americana que permite a qualquer pessoa pesquisar se existem criminosos sexuais em sua vizinhança – ele apresentou uma solução pouco ortodoxa: uma cidade formada por criminosos sexuais e suas famílias.

Apesar de estranha, a solução existe: em Miracle Village, na Flórida, metade da população é de criminosos sexuais. Assim como no roteiro, fundada por um pastor.

Só que, também como na vida real, o fato de ter tanta gente com ficha criminal por perto parece trazer o pior de quem não é criminoso a tona e nem mesmo a equipe da BAU escapou e apostou todas as fichas que um dos criminosos seria o culpado do assassinato de uma mulher encontrada em trajes de cheerleader.

“Eu juro do fundo do meu coração que eu quero ser curado. Eu quero ser como qualquer outro homem, não este pária que ninguém quer.” – E. M. Forster

É esta certeza que conduz a investigação e a elaboração do perfil do criminoso, enquanto em paralelo a verdade nos vai sendo revelada bem devagar ao vermos a filha do xerife local tomando decisões erradas de adolescente e fugindo para uma festa.

Uma festa segura, afinal fica em outra cidade, do lado oposto aonde os párias moram, não é verdade? Não era e eu confesso que vive bastante tensão enquanto vi a menina aceitando a carona de seu colega de escola enquanto todos os alarmes disparavam na minha mente.

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E se ela acabou escapando da morte foi mais mérito próprio que qualquer outra coisa, já que a equipe apenas percebeu seu erro na hora de definir o perfil quando um dos moradores da cidade de párias (nome do episódio, afinal) falasse sobre o carro parado em frente a casa da primeira vítima assassinada.

Assim, a esperteza da garota ganhou preciosos minutos que permitiram a equipe chegar a tempo para salvá-la.

A emoção e o preconceito não costumam ser bons conselheiros. Mesmo.

“Manter-se indiferente aos desafios que enfrentamos é indefensável. Se o objetivo é nobre,  ser realizado ou não durante nosso tempo de vida é irrelevante, Nós devemos nos esforçar e perseverar e nunca desistir.” – Dalai Lama XIV

P.S. Gostei bastante do episódio, mas foi impossível não pensar que o garoto era mais um mimado cheio de hormônios que um psicopata.

P.S. do P.S. Antes do início da temporada os produtores anunciaram que a ideia inicial não era já escolher alguém fixo para a equipe após a saída de Jennifer. tanto que estranhei a escolha de Lewis logo no primeiro episódio. Pois bem, neste vemos a agente recebendo uma proposta interessante e divida entre continuar na equipe ou aceitá-la. Hotch acaba mexendo os pauzinhos para que ela possa fazer os dois. Para nós isso significa que ela volta, mas que não estará presente em todos os episódios.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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