Criminal Minds: A Thousand Suns (10×03)

Se os episódios negros de Criminal Minds, quando a equipe enfrenta os mais sombrios bandidos, aqueles que usam a tortura e a humilhação para seu prazer, sempre nos fazem dormir um pouco perdidos, um pouco indefesos, são os que o desconhecido em questão escolhe suas vítimas da forma mais “aleatória” possível que mais me assustam.

E este foi o caso aqui: um homem de posse de um sistema que permite controlar um avião no ar e, com isso, se sentir poderoso. Um caso em que não existe o perfil das vítimas, apenas o ato de matar em si.

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“Se a luz de mil sóis explodir de uma só vez no céu, seria como o esplendor do todo poderoso.” – do livro hindu Bhagavad Gita

E o cenário após a queda do primeiro avião seria assustador para qualquer um, mais ainda para Kate, que nos revelou ter perdido a irmã e o cunhado nos atentados de 11 de Setembro, pois ambos trabalhavam no Pentágono. A revelação nos explicou quem era a garota do episódio anterior e serviu para aproximar Kate e Reid, que para demonstrar sua empatia contou sobre os acontecimentos da morte de Mave.

A conversa dos dois, após Kate recolher aquele caminhão de plástico amarelo do chão, foi um dos melhores momentos do episódio para mim, que enxergou uma amizade instantânea logo na primeira aparição da nova personagem, num episódio que manteve a qualidade dos anteriores.

Reid teria outro momento excelente aos nos explicar como funciona a montagem da estruturas dos aviões. Eu nunca tinha pensado na questão das pequenas peças e das grandes asas e de como uma pequena falha pode colocar tudo a perder.

Isso em um episódio em que a princípio poderíamos imaginar que a equipe nem deveria estar lá. Nos acostumamos a ver assassinos matando um a um, esquecendo-nos daqueles que usam de bombas, gás ou outras coisas. Não pensamos que estes também são assassinos em série, não é verdade?

Mas eles se mostraram realmente necessários ao irem derrubando uma a uma as possibilidades para a queda, até que Penélope começa a fazer sua mágica e reduz os suspeitos. Tá, o fato do bandido ter resolvido ligar para o sobrevivente foi fundamental, mas para mim é apenas a prova de que, na maior parte das vezes em que são pegos, é mais pela própria arrogância que pela capacidade da polícia que caem.

“Sabíamos que o mundo não seria mais o mesmo. Algumas pessoas riram. Algumas pessoas choraram. A maioria das pessoas ficou em silêncio.” – J. Robert Oppenheimer

P.S. Para quem não conseguiu evitar lembrar de Ghost Whisperer ao ver a personagem de Jennifer chegar ao local da queda do avião: vocês não estão sozinhos.

P.S. do P.S. A frase citada por Rossi, de Oppenheimer, foi proferida após a apresentação da bomba atômica. O cientista passaria os últimos anos de sua vida refletindo sobre os maus causados pela ciência.

P.S. do P.S. do P.S. Olha, não é por nada não, mas eu tô achando que todo mundo devia colocar celulares, tablets e computadores no modo avião em seu próximo vôo. Melhor ainda: deixar tudo na mala e ler um livro. Afff, e eu me sentindo segura!

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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