Doctor Who: Robot of Sherwood (8×03)

Eu devo dizer que passei um bom tempo olhando para a tela do netbook antes de ter ideias para o que escrever sobre Robot of Sherwood, que tinha um potencial tremendo para bom episódio – e não só encarei a tela como sai para passear com a cã e colei botões em uma sapatilha velha.

A favor: episódios no passado sempre são os meus favoritos; Doctor mais Robin Hood, uma ideia muito boa; uma luta de espada e colher, um absurdo divertidíssimo; e de novo a Terra Prometida atiçando minha curiosidade.

Contras: a Clara; bastante da Clara; Clara e Robin Hood.

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Não, eu nunca fui uma grande fã da Clara, mas ela tem sim ótimos momentos e ótimos episódios. Mas algo nela sempre me incomoda, ela me parece contraditória demais, forçada quando diz o que o Doctor fez por sua vida ao mesmo tempo em que suas atitudes sempre parecem me dizer que ela não ia dar muita bola se ele não voltasse daqui a três semanas.

Finalmente, em certos momentos ela olha para ele como se ele fosse um tolo – e eu poderia dizer muitas coisas sobre ele, mas não que ele é um tolo.

E aí eu já escrevi um montão de texto e não falei sobre o episódio em si, procede?

Uma certeza: gosto cada vez mais deste novo Doctor. Reconheço nele muito da rabugice do nono doutor, mas ao mesmo tempo o fato de ele ainda estar se reconstruindo após os eventos do final do ano passado, ele me parece um pouquinho mais leve.

A rabugice doce me fez sorrir muitas vezes, principalmente por conta da incredulidade dele com o tanto de risadas que Robin e seu bando davam. Ao contrário dele eu acho que isso é sinal ou de loucura ou de muita infelicidade, mas ele tem bem mais experiência que eu em assuntos extraterrestres para desconfiar que aquilo acontecia simplesmente porque não era de verdade.

Ele então arranca cabelos, tira sangue, cheira, faz de tudo para encontrar a verdade – e nessa parte ele me lembrou bastante o décimo – que é jogada em sua cara quando descobre que os guardas do xerife são todos robôs. Não Cybermans, nem os humanos/androides do primeiro episódio da temporada, mas robôs.

Só que o xerife se aproximou bem desses últimos, além do carregamento da nave estar relacionado à Terra Prometida. E aí a nossa cabeça fervilha de teorias, lembrando inclusive de Utopia, a terra que restará no final dos tempos.

Questão é que o Doctor parece realmente estar “se avaliando”, da pergunta sobre ser um homem bom, aos momentos em que o vemos questionando quem ele é, ou mesmo apenas olhando pensativamente o entorno, é como se ele estivesse decidido a encontrar algo como uma resposta definitiva.

Já Clara, bem, podemos agradecer à ela o fato de viajarmos até Sherwood e o fato dela mostrar ao novo Doctor que, mesmo ele não querendo, o fato de hoje ela acreditar em fantasia é por causa do que ele é e do que ele faz.

Ela também teve uma ótima cena com o xerife, vamos falar a verdade.

Mas são as cenas de um Doctor até um tanto caricato é que vão ficar na memória – ainda que este não entre na lista de episódios inesquecíveis.

P.S. Que tanto ele faz conta?

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Eu só quero que a Clara saia, porque olha, a cada episódio está mais difícil aguentá-la (isso já considerando o episódio 4).

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