NCIS: Honor Thy Father (11×24)

A partida de alguém que não é nem personagem principal do elenco serve para mostrar como uma série pode durar tantas temporadas, sobreviver a outras perdas, sobreviver a episódios ou até temporadas não tão boas: você se apega aos personagens e suas relações, você se sente parte de suas histórias.

Papai Gibbs nos deixa com doces e nem sempre fáceis lembranças e sua partida nos faz entender o porquê de tantos barcos no porão, faz com que a gente entenda ainda mais, faz com que a gente se apegue ainda mais.

NCIS: Honor Thy Father 11x24 s11e24

E, sim, eu chorei bastante com o episódio, o que mais eu poderia fazer?

Ao longo desses anos todos papai Gibbs apareceu para nos ensinar mais sobre o protagonista de uma de nossas séries favoritas. Para nos mostrar o quanto foi difícil para ele crescer sem sua mãe, mas também o quanto seu pai foi importante para que ele se tornasse um homem justo acima de tudo – aquele que mesmo quando faz o certo ao matar o homem responsável pela morte de sua família, mas ainda é assombrado por isso.

Papai Gibbs fez com que Jethro fosse um homem essencialmente bom, ainda que durão, um homem que sabe que o melhor a fazer é deixar a loja dele para Cal, o homem que ele colocava de volta no caminho certo.

Afinal, não seria a mesma coisa vender a loja para alguém que não lhe desse o devido valor, não é mesmo?

De fundo uma história que resgatava acontecimentos de temporadas passadas, incluindo os efeitos da vingança de Jethro, e com Parsa, o fantasma do início desta temporada. Com isso temos os dois lados de uma mesma moeda: Jethro e Alejandro buscavam o mesmo tipo de vingança, mas por caminhos diferentes? E o fato da perseguição a Parsa ter se tornado uma vingança em determinado ponto, também é um outro lado de uma mesma moeda?

Eu gostei bastante da abordagem escolhida, simplesmente porque vingança é um assunto que com certeza é sujeito a diferentes versões.

Ainda assim, ainda com tanta coisa a ser questionada, eles conseguiram fechar o assunto, ainda que a dor ainda esteja lá.

Water never forgets.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

5 Comentários


  1. muito tocante este episódio !!!
    conseguiram honrar um personagem assim como o ator, e por essas facetas que NCIS permanece firme como série

    o Vance fez certo em dar o apoio para Gibbs nesta hora pois o mesmo foi feito por ele, só fiquei chateada com o Tony pois ele mais do que ninguém deveria ter a mesma postura que o Vance demostrou e olha que o Tony já provou a muitas temporadas passadas que ele é capaz de segurar a pressão

    foi só assistindo pela segunda vez é que percebi que a Agente da CIA que aparece na tela do MTAC é a Xerife Jody Mills de Supernatural

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    1. Sabe que eu fiquei esperando uma despedida em Bones também? Afinal o avô do Booth foi tão importante pra ele!

      Engraçado que o Tony já foi o líder da equipe quando Gibbs deu aquela aposentada, então essa insegurança dele acabou soando muito estranha. Talvez eles quisessem mostrar o respeito dele pelo chefe, mas não funcionou.

      Menina e eu nem vi isso!

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  2. Essa temporada de NCIS está repleta de episódios emocionantes, diria singelos mesmo. Ou é impressão minha?

    Apesar de ter chorado bastante, gostei dessa linha que os roteiristas criaram. Porque não fica aquele sentimentalismo barato, existe a emoção agregada ao conteúdo. Gostei. Vê se aprende, pessoal de Revenge.

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    1. Andréa, essas últimas duas temporadas da série foram bastante pessoais, com a maior parte dos episódios focando em um ou outro dos personagem principais, né?

      Sei não se existe esperança para aquele povo, não…

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  3. NCIS é simplesmente maravilhosa. Nós, os fãs, fazemos parte da família. Chorei, sim, com a cerimônia de despedida, não só por causa dos personagens e da abordagem quase lírica do assunto, como também pela perda há oito meses do meu pai querido, que ainda dói.

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