Criminal Minds: The Edge of Winter (9×19)

A prova de que nem sempre o diferente é ruim: quando o foco de Criminal Minds foi modificado no episódio comemorativo de número 200 eu fiz bico e disse que não gostei. Pois The Edge Of Winter também não foi um episódio comum, mas ao contrário do outro eu gostei bastante.

criminal minds the edge of winter 9x19 s09e19

A primeira mudança foi na linha temporal: Morgan conversa com Daria, uma mulher que conseguiu escapar de um assassino em série e, ao longo desta conversa, caminhamos pela linha do tempo da investigação deste criminoso.

A segunda mudança – hummm, nem sei se é uma mudança tão grande assim – foi o quanto o roteiro nos deixou dependente de Daria. E por que a mudança nem teria sido tão grande? Bom, eu sou daquelas que vive repetindo o quanto um bom vilão é capaz de segurar numa série ou filmes.

Só que Daria não era a vilã, pelo menos não até os últimos cinco minutos do episódio e esse foi o maio trunfo de toda a trama: quando vemos o pretenso cúmplice de Joe conversando nós também sentimos que ele era inocente, mas só vamos pensar em Daria como uma suspeita quando ela ajeita aquele lençol no hospital. A câmera ali era o olhar de Morgan e, bem, depois de nove anos os vendo em serviço, era o nosso olhar também.

Uma excelente trama, uma investigação típica, mas mostrada de forma diferente. E daquelas que ainda mexem com a gente, com o que a gente defende: você acha que Daria também já tinha um lado psicopata ou foi simplesmente o amor que a levou até aquele ponto?

“ Ninguém é vítima embora os dominadores façam você acreditar que o é. Do contrário, como dominariam?” – Bárbara Marciniak

P.S. Destaque também para Morgan: ele deu um show do começo ao fim.

P.S. do P.S. “Doroty, não estamos mais no Kansas!” foi Rossi fazendo com que tenhamos uma visão nova de O Mágico e Oz. E não das melhores.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Não acho que Daria tinha um lado psico nem foi amor que a levou a aquilo, foi a proteção que o cérebro criou uma fantasia pra ela não acreditar que ela estava fazendo coisas horríveis na realidade. Nunca sabemos como vamos reagir a traumas, tendo predisposição a transtornos mentais ou não, então acho bem ok ela sair de si e defender o unsub como um namorado à uma defesa de que ela havia sido enganada pra um serial killer terrível.
    A síndrome de Estocolmo fez isso, ou melhor o trauma despertou a síndrome nela.
    Esse caso é bem extremo, mas não indo muito longe vejo violência doméstica contra mulher da mesma forma, a gente não quer enxergar o lado horrível do parceiro e se protege alegando que vai ficar tudo bem, aceita coisas que não deveria, até o ponto que não der mais.

    Aliás, faltou citar a frase final do episódio que pra mim, responde a pergunta do review:
    “Há momentos, quando a mente sofre um golpe, que ela se esconde na insanidade. Há momentos em que a realidade não é nada além de dor. E, pra escapar dessa dor, a mente deve deixar a realidade para trás.” Patrick Rothfuss.

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