The Following: The Messenger (2×8)

Dicas do dia: não vá para a casa de alguém relacionado a algum bandido sem um bom plano B e nunca dispense uma pessoa importante na vida de um psicopata porque, se ele gostou, é bem provável que a pessoa não seja lá muito normal. Pensando bem, acho que nem a Claire era muito normal, não é verdade?

The Following: The Messenger (2x8)

Dito isto, sou obrigada a avaliar esse episódio como se fossem duas séries diferentes.

Na primeira, temos Ryan, Max e Mike – estes dois últimos à beira do próximo beijo – seguindo pistas não exploradas no passado. E por pistas não exploradas temos um professor de faculdade do Joe que se revela ainda mais perigoso do que este. Primeiro porque ele dá mais valor a continuar matando do que a ter fama, segundo porque ele me parece ainda mais incapaz de emoções do que Joe.

E até que Ryan teria se saído bem da visitinha ao professor, não fosse o aparecimento da jornalista abelhuda da vez – Pensou em Hannibal? Eu também – que ele teve de salvar. No processo ele quase morre, mas Mike e Max aparecem há tempo de salvar os dois e ainda torturar o professor para conseguir informações sobre Joe.

Na segunda série temos Joe “abandonando” sua inocência. O que eu quero dizer com isso é que em Messenger fica claro que a calma de Joe, o fato dele aceitar tão facilmente os rituais de Micah e a loucura desse acampamento são apenas parte da estratégia dele para conseguir o que quer – eu só ainda não identifiquei se é manter-se salvo enquanto planeja voltar a ativa, ou se é usar Micah e seu “público” para um grande retorno.

No episódio passado, aquele da vergonha alheia, havia mostrado o lado da comunidade de Micah como os dos seguidores de uma religião. Até ali eu não os via como um bando de assassinos loucos, e eles não são. Os acontecimentos deste episódio revelam, no entanto, que Micah é sim um assassino, ou, como ele diz para Joe, ele quer ser. Não qualquer um, mas alguém com a fama de Joe e um pouco mais.

Temos então o cenário perfeito para um quase apocalipse:um assassino em série louco para um grande retorno, um louco persuasivo querendo se tornar um assassino e um bando de doidinhos dispostos a se sacrificar pelo novo mundo prometido.

Ah, e algo me diz que a esposa do Micah vai encontrar o próprio sacrifício de um jeito ou de outro.

P.S. Algo me diz que Maddie terá seu coração partido mais algumas vezes.

P.S. do P.S. Melhor Ryan manter o Mike por perto, o moço ainda vai matar alguém que não devia.

P.S. do P.S. do P.S. Agora Ryan vai com vontade para cima da “nova” chefe do FBI. Espera a moça descobrir que a ex-esposa é melhor amiga do Joe.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Tem momentos que o Micah me lembra o Sérgio Mallandro, eu fico esperando que no final da frase ele diga: “Ieiê, pegadinha do malandro”. Ele age como um animador de show de calouros, é como se estivesse o tempo inteiro em um palco e os seguidores fossem a plateia; mas sabemos que para ter o controle é necessário apenas um senhor e com certeza o Joe vai tomar essa plateia para si.

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