Hostages: Pilot (1×01)

Quando vamos escrever um trabalho de conclusão de curso, uma tese de mestrado, algo do tipo, nossos orientadores tendem a nos direcionar a sermos os mais específicos possível na definição do objetivo. Um objetivo amplo irá não só dificultar o desenvolvimento do trabalho como pode impedir que a conclusão seja satisfatória.

Ninguém pode reclamar de falta de objetividade em Hostages: a série é centrada em uma família que é mantida refém para que a mãe, uma médica, mate o presidente do país. Tudo isso poderia ser resolvido em apenas um episódio, quem sabe duplo, mas ao final do piloto a doutora Ellen Sanders (personagem de Toni Collette) consegue tempo extra ao adiar a operação por mais duas semanas.

Hostages: Pilot (1x01)

Como ela faz questão de deixar claro na coletiva após a notícia do adiamento: ela não vai desistir fácil de fazer o certo e Duncan Carlisle (personagem de Dylan Borracha-Mais-Recheada McDermontt) terá de lidar com isso. O detalhe é que ela não sabe que ele, nas horas vagas agente eficiente do FBI, tem em mãos segredos de cada um dos demais membros da família presos naquela casa – a filha com a gravidez recém descoberta, o filho que vende drogas e o marido que pula a cerca.

O episódio piloto vai em ritmo de cruzeiro: tem ação, é eletrizante, faz você se segurar na poltrona. De bônus McDermontt está mais charmoso que nunca e Toni Collette está ótima, como sempre, aliás.

Então sim, a dúvida é até quando conseguem segurar o ritmo com esse objetivo tão fechado. Para quem não sabe essa trama esteve presente em um episódio muito bom da segunda temporada de Person Of Interest e que nem precisou ser duplo para contar sua história de forma eficiente.

Só que a gente também precisa lembrar que Homeland também é uma série de objetivo bastante específico e que conseguiu nos entregar duas temporadas de qualidade, ainda que a segunda não tenha sido tão boa quanto a primeira.

Então, eu aqui da minha poltrona estou disposta a arriscar e ver no que vai dar, empolgada a cada semana até me provarem o contrário. E aproveitando para ficar de olho em Carlisle – que, se eu puder fazer alguma aposta, no final das contas nem é mau de verdade e está sendo obrigado a fazer o que está fazendo, afinal a cena do assessor do presidente na casa do sogro do moço não pode ter sido à toa.

P.S. Qual a dificuldade desse povo de dar nome interessante ao primeiro episódio de uma série? Falta graça, falta cuidado.

P.S. do P.S. 15 episódios encomendados para a primeira temporada.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. euzinha me empolguei por demais apesar de muitos terem odiado
    confesso que a trama daria mais certo se fosse uma minissérie mas como em Homeland também tem o mesmo aspecto … vamos ver no que vai dar

    nem me importo se será cancelada, se tem Dylan Bolacha-Mais-Recheada McDermontt estou dentro

    e as cenas do próximo episódio me empolgaram mais ainda \o/

    Responder

  2. ADOREI, muito bom o primeiro episódio, mas também tenho a mesma preocupação, será que os roteiristas serão bons para segurar a história? Um dos sequestradores (acho que ele se definiu como nº02), será que terá vida longa na série? Porque quando fez Dexter não ficou nem uma temporada inteira (foi assassinado)e quando participou de The Following, também foi assassinado rapidinho. E claro o Dylan, é tudo de bom, não precisa nem abrir a boca, que já encanta e quando sorri, me lembra o Bruce Willis, com aquele sorriso de canto.

    Responder

  3. Estou animada! Acho que vai dar samba! A série começou bem e para quem tem capacidade, dá para fazer grandes coisas, só não acho que dê uma segunda temporada, mas tudo bem, o importante é a série ser boa e não ter “n” temporadas.

    Responder

Deixe uma resposta