Grey’s Anatomy: Beautiful Doom (9×05)

Se, no final da oitava temporada de Grey’s Anatomy (favor ignorar o episódio final), alguém me dissesse  que eu choraria pelo Dr. Thomas eu diria que esta pessoa só podia ser louca.

Mas eu chorei, de lágrimas. E continuei chorando quando Yang dá a notícia de que tudo correu bem na operação e recebe um muito obrigado e continuei chorando quando ela finalmente volta pra casa – e aqui eu faço dos braços de sua melhor amiga e não simplesmente de Seattle.

E se, como bem disse a amiga Lu Monte, o episódio passado foi aquele que nos fez não desistir, este foi um para lembrarmos porque continuamos aqui, pelo menos pra mim: Cristina e Meredith. Quem aí já não cansou de me ouvir falar que essa série não é uma série médica, mas uma série sobre uma amizade sincera?

Gostei até mesmo daquele efeito estranho da narração quando as duas, na verdade, estavam conversando uma com a outra sobre o que estava acontecendo. Gostei até mesmo da cara de paspalho dos residentes quando Meredith faz sua dança dos 30 segundos – gente, quando eu vi aquele monte de sangue eu realmente tive medo da Shonda matar a paciente, sorte a nossa, ou azar, que ela já tinha escolhido outra vítima da vez.

 E a vítima acabou sendo o agora querido Dr. Thomas, que destacou algo que eu nem tinha pensado: ele é a Cristina amanhã. E isso não é ruim, isso apenas significa que ela é brilhante como ele e que muito provavelmente ela não fara tantos amigos pelo caminho, mas que isso não é de todo ruim, na verdade isso apenas significa que ela precisa lembrar que tem os amigos certos e que é, sim, muito especial.

Apesar de toda tristeza pela partida dele – fazia tempo que eu não via os olhos da Cristina brilharem de admiração por alguém, sendo que isso só aconteceu lá atrás com Burke -, eu também entendi que essa era a única forma de fazer Cristina voltar. Voltar para aonde além de admirada é um tanto temida.

Voltar para sua melhor amiga que mudou tanto, cresceu tanto e continua crescendo. Crescendo a ponto de fazer o que é preciso, mesmo com torcida contra, e ainda perceber que precisa de uma babá de vez em quando – e que isso não é ruim e que ela é uma mãe muito melhor do que a dela foi em qualquer dia da vida das duas.

Voltar, mesmo que isso signifique encher a cara de Tequila.

P.S. Eu acho que Cristina podia ter partido, independente do tal desastre, e voltado, da mesma forma que foi, mas sem tanto drama. Não ia tirar nada nada da emoção da história e eu ia ter me irritado muito menos com a Shonda.

P.S. do P.S. Dizem que o luto tem cinco fases, Meredith chegou a da aceitação. Não gostei de forma alguma da partida da Lexie, mas pelo menos a parte do sofrimento de sua irmã foi acertada.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

4 Comentários


  1. Esse episódio foi mesmo fantástico! Pra mim, foi altamente simbólico. Cristina se mudou não por ambição profissional, mas por medo. Estava apavorada com as tragédias que vira em Seattle, e achou que poderia ser diferente em outro lugar. Só que não foi.

    Conheço gente que acha que mudar de endereço fará os problemas irem embora, e a vida será bela e colorida. Os problemas acompanham a gente, e situações difíceis acontecem em qualquer ponto do globo. Fugir nunca é a resposta.

    Por isso gostei tanto da volta dela. Ela reconheceu que fugir não é a resposta, e voltou ao lar. 🙂

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    1. Sim, sim, sim!!! Foi isso mesmo que eu pensei: ela viu que vai ter de enfrentar as coisas ao invés de fugir, como o Derek tinha falado no episódio anterior que também faria. Essas crianças estão todas ficando maduras!

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  2. Foi o melhor episódio dá temporada, mas a série ainda está longe de episódios daquele nível da temporada passada antes do final de Lost

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