Sky Online: mais uma forma de ver TV? E o FOX Sports?

No início desta semana eu estive na sede da Sky em São Paulo para bater papo com o presidente da empresa e alguns diretores sobre a nova aposta da empresa no Brasil: o Sky Online.

Em primeiro lugar vamos dar um ponto para a empresa, já que esse contato junto ao pessoal das novas mídias é algo novo, ainda mais se considerarmos que fomos recebidos pelo presidente, e isso demonstra que esta enxergou que o melhor lugar para falar de um veículo online, bem, é chamando quem já atua nessa praia.

O Sky Online, na verdade, são três produtos: você tem o Clube Sky, que funciona de forma semelhante ao NetFlix, Terra.TV e NetMovies, com você tendo acesso a um catálogo de conteúdo de séries e filmes pagando um valor mensal baixo (em média quinze reais).

O segundo produto permite que você alugue ou compre conteúdo fresquinho: filmes e episódios recém lançados, aqueles só disponíveis em DVD ou no pay per view. Aqui a coisa funciona por download.

Já o terceiro é o acesso a conteúdo de canais da operadora, que fariam acordo com ela e ofereceriam conteúdo online exclusivo. Agora, no lançamento, isso acontece apenas com um canal: o ESPN 360, que oferece a oportunidade de assistir a jogos ao vivo de campeonatos europeus, por exemplo, e também por demanda a alguns jogos e programas de curiosidades sobre esportes.

Durante o bate papo tivemos tempo de mexer um pouco no produto e eu confesso ter ficado um pouco decepcionada: o conteúdo do Clube é bem menor que o oferecido pelo NetFlix, por exemplo, e ainda conta com falhas como uma temporada de Lost disponível com opção de áudio e legenda enquanto a anterior só está disponível dublada, sem falar no fato de nem todas estarem disponíveis.

Quanto ao conteúdo restrito, a diretora do produto afirmou que não “queriam colocar 20.000 opções e que oc consumidores se perdessem nelas, então optaram por separar apenas aquilo que é muito procurado conforme o controle que eles tem do que é assistido”.

É claro que ela tinha de me falar isso, mas vamos combinar que se eu tivesse a oportunidade de oferecer 20.000 opções a meu público eu não só o faria como ainda anunciaria em letras garrafais, não é mesmo?

Mas esses não são os principais problemas do produto, em minha opinião: em primeiro lugar ele será apenas oferecido a quem já é assinante Sky. Em segundo ele hoje está restrito à telinha do computador, desde que ele seja Windows.

A primeira característica do produto faz com que ele seja oferecido a pessoas que já tem acesso aos filmes, por exemplo, por meio do pay per view da operadora e que provavelmente vão preferir assistir em uma grande tela da televisão de alta definição pela qual pagaram uma fortuna. Futuramente ele será oferecido a não assinantes e então passará a concorrer, por exemplo, com a Saraiva e chegará a casa de quem hoje optou por não assinar operadora nenhuma e também não tem mais locadora de bairro disponível.

A segunda faz com que ele perca do NetFlix, por exemplo, que hoje já oferece seu acervo na tela de tablets, celulares e na própria televisão, usando para isso os consoles de vídeo-game. Eu, rata de televisão que sou, que mantenho um dos poucos, se não for o único, blogs conforme a agenda nacional de exibição, me sinto muito confortável usando o concorrente.

Inclusive, aconselho ao pessoal do marketing não gastar vela falando mal do concorrente e dizendo que ele irá acabar um dia desses já que, acredito, a melhor estratégia é convencer quem já usa serviços como o NetFlix ou o Terra.TV, o mais parecido com o produto deles, a testar o Sky Online, já que estes estariam mais propensos a migrar para a novidade.

Apesar de tudo, a iniciativa não deixa de ser válida, ainda mais por ser algo exclusivamente oferecido aqui no Brasil desenvolvido por pessoal aqui da terra.

A Sky apresenta o produto como uma opção para que seus assinantes tenham acesso a conteúdo mesmo quando não estiverem em sua casa, o que é louvável, pena que dependa das conexões 3G desse país.

P.S. Foi inevitável que, em meio ao bate-papo, a grande pergunta de por que afinal o Fox Sports não está nas operadoras fosse lançada. A sinceridade do presidente e minha tendência a acreditar na lógica fizeram com que eu comprasse o discurso apresentado.

Segundo o que tivemos de resposta, a FOX esperou o máximo possível para oferecer o canal que já tinha a exibição da Libertadores garantida, provável estratégia para colocar a faca no pescoço das operadoras. As exigências: queriam que o canal entrasse no pacote básico, ou seja, a operadora paga por toda a massa de assinantes que tem, no caso da SKY na casa de 14 milhões, e um valor por volta de R$ 1,80 por assinante, muito mais caro que a maioria dos canais nesse pacote custam. Sim, se você fizer a conta, a coisa é bem ardida.

Ah, e o contrato teria de ser de longo prazo, ou seja, um horizonte de 4 anos de compromisso financeiro.

Agora, pensem nisso: a Sky ou a Net não podem sair aumentando o valor do pacote sem perguntar ao assinante e perguntar a todos é uma operação logística insana. Então, que pelo menos a FOX garantisse conteúdo, para que o canal não virasse mais um motivo de reclamação por parte dos assinantes e eles ficavam com o prejuízo de quem já é assinante.

Mas a FOX apelou pro modelo “la garantia soy jo” e disse que o conteúdo vai ser bom. Ah, tá, estilo conteúdo bom do Speed né?

Com a palavra do presidente eu repito que “nessa indústria não tem santo não”, então, não vamos achar que a FOX está sendo super injustiçada junto com você “pobre assinante” que ficou sem acesso ao canal, porque se ela quisesse realmente que você tivesse o canal, como ela fica dizendo em suas propagandas, bem, ela teria oferecido de graça.

Escrito por Simone Fernandes

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. Pois eh Simone! independente de quem é a culpa, quero ter a opção de assistir o canal na minha operadora, pagando ou não a mais por isso! no momento a solução é cancelar a sky e ir para as operadoras que ja estão oferecendo. Meu prazo com a sky é até 08 de março, próximo jogo do meu time na libertadores!

    ps: esse valor super caro é comparado com o canal speed, e não com Sportv ou espn.

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  2. que maluquice a fox trabalha assim mesmo, e vai apenas ais um canal de esporte , nao saiu da sky nao, a fox é um lixo americano, que quer se impor

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  3. só a sky não tenhe pois a oi ;gtv , embratel ;já tenhe o sinal da fox sport

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