Fringe: And Those We’ve Left Behind (04×06)

Um terceiro mundo? Essa é a aposta que muita gente começou a fazer depois deste episódio. Eu? Continua achando que é o nosso mesmo, reprogramado (usando as palavras do meu amigo Fiaes). Por que? Por causa do encontro entre os dois observadores, em que foi pedido a September que arrumasse sua bagunça, porque reflexos de Peter estavam aparecendo e não eram para aparecer.

Arrumar sua bagunça seria acionar aquele dispositivo do lado de fora do laboratório do Walter, mas September acaba não fazendo. Por conta disso os sinais de Peter só aumentam, até o seu retorno, no episódio passado. Será que eu me apeguei a pouca coisa?

Bom, isto posto, devo concordar com os demais comentários já publicados sobre o episódio: And Those We’ve Left Behind poderia ser considerado um segundo White Tulip. Tão bom quanto um dos meus episódios favoritos, então é claro que eu adorei. Mas, confesso, tive mais empatia pelo nosso vilão lá do que aqui. No fundo, os dois são movidos por algum egoísmo, mas aqui ele é mais aparente.

Agora, o que realmente importou foi Peter. Foi Peter redescobrindo um mundo novo, mas ao mesmo tempo desconhecido. Peter fazendo pequenas viagens no tempo. O Peter que amadureceu ao longo de três temporadas, que ao invés de fugir dessa situação estranha, ficou, observou e percebeu que não adianta lutar contra o fato de que Walter e Olivia não sabem quem ele é, a alternativa é ficar e esperar, conquistar terreno, enquanto tenta entender melhor o que pode ser feito.

E foi aqui, mais do que no episódio passado, que eu me toquei do quanto eu senti falta do personagem, de suas tiradas, de sua maneira cínica de conseguir as coisas. Dele e Walter juntos – quando Walter reconhece a inteligência de Peter eu me sentia vibrando – mesmo que Walter continue mantendo distância segura do rapaz que lhe assusta tanto.

E eu, mesmo ciente de que nada de mal aconteceria a Peter, saboreei a tensão de sua tentativa de entrar na bolha do tempo. Medo de que algo acontecesse, que ele pudesse ser jogado em algum outro lugar no tempo… Ou simplesmente virasse poeira, que nem o agente que tentou entrar antes dele.

Porque, no final das contas, nada em Fringe é previsível.

O Observador: Ele pode ser visto de forma rápida, bem rápida mesmo, em frente ao prédio aonde o lapso do tempo faz com que um incêndio volte a acontecer, quatro anos depois.

P.S. Pisada na bola: na cena final (última cena da montagem que abre este post), Peter retira o lençol de cima da televisão. O problema: é uma TV de LED. Pensem comigo: nosso Peter teria morrido aos 13 anos e Walter teria sido preso em seguida, saindo de lá diretamente para o laboratório há 3 anos atrás, quando Olívia o tirou do hospital. Podemos imaginar que a casa está vazia há uns quinze anos, pelo menos. Então como tem uma televisão de LED lá? Alguém?

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Eu aposto na teoria de um universo “amarelo”, um terceiro universo. Mas há alguns furos aí, eu sei, do tipo “por que a Olivia e o Walter ficam lembrando do Peter adulto?” Mas eu morro de saudades da interação do Walter, Peter e Olivia…

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