Homeland: Crossfire (01×09)

Mesmo que ele seja um vilão ele não é um vilão. Depois de oito episódios em que não tivemos certeza de nada, agora temos mais um dado para nossa conta: Nicholas Brody foi escolhido como professor para o filho de Nazir, que morreu na explosão de uma bomba americana, cujos efeitos foram negados pelo governo dos EUA (isso se o menino era realmente filho de Nazir, porque né…).

E, mesmo sabendo disso, mesmo vendo como Nazir conduz Brody até onde ele quer, como ele o usa, eu ainda não consigo acreditar que ele tenha aceitado ser um terrorista. Acho que eles construíram tão bem minha confiança nele que eu simplesmente não consigo acreditar.

E lembram quando eu falei que eles não fariam um plano em que tivessem de contar com a sorte? Talvez eu não contasse com o fato de que, querendo ou não, os caminhos da política são planejados com antecedência – e também ignorasse o fato de que eles podem ter libertado Brody no exato momento em que ele seria necessário, não é mesmo?

Como também não seria à toa que ele e Walker voltassem aos EUA ao mesmo tempo, um complementando o trabalho do outro neste plano, com a diferença de que Walker me parece sempre frio demais, programado demais, então dificuldades em entender sua motivação, sua obstinação.

E, para não dizerem que não falei nada de Carrie: adorei sua luta contra o FBI. Sim, ela pode ser louca, mas é justa e não fica encontrando terroristas apenas por sua religião ou posição, seu respeito pelo Iman é sincero. Admiro isso nela.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. A meu ver, Nazir bombardeou a escola do filho propositalmente, não que os EUA fossem incapazes. Isso se o filho fosse filho dele mesmo.

    Quanto à Carrie, ela é mentalmente doente e não sei se ela, na vida real, seria “tão legal assim” sem o tratamento adequado e acompanhamento médico.

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    1. Libriane: eu acho que foram os americanos mesmo e acho que faz parte do jogo político mentir sobre isso, o problema é quando você está no meio dele, é diferente pra você, como foi pro Brody.

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  2. Bem, quanto ao ataque, os eua assumiram, não assumiram as mortes das crianças, mas assumiram que fizeram o ataque para tentar atingir Nazir, assim creio que foi o país mesmo que fez o ataque, só não assumiram as vítimas inocentes. Mas isso não impede Nazir de ter matado Issa de outra forma. E ter colocado ele nos escombros, mas para falar a verdade eu prefiro que isso não tenha acontecido . Pois ao meu ver a série foi muito corajosa em criticar a política de guera dos EUA. Mostrou o que se sabe que é verdade, há mais vítimas inocentes na guerra do que terroristas. Isso deu uma face humana aos terroristas, e a Brody. Mudando um pouco aquela visão de que terroristas são apenas loucos extremistas, que sofrem lavagem cerebral, sem se importar com sua família e com laços humanos, querendo morrer apenas para ter “as 7 virgens no paraíso depois da sua morte”. Bem assim prefiro sim, que Issa tenha sido uma vítima inocente (seja ele filho ou não de Nazir) do bombardeio norte americano. Fiz outras considerações sobre esse episódio no meu blog.

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