Homeland: Clean Skin (01×03)

*Texto sobre episódio ainda não exibido no Brasil, spoilers a frente

Atrasadinha, mas tá valendo. Eu não sei vocês, mas a medida que o final do ano se aproxima meus dias diminuem. Ao que parece o relógio está correndo para entregar suas coisas, esquecendo de que nós precisamos de tempo para entregar as nossas.

E a impressão de tempo correndo, de nós contra o relógio, combina bem com Homeland, não é mesmo? Os 40 minutos do episódio passam rápido e você termina com cara de “e agora José?” em todos os episódios.

Primeiro falar de Brody, suas entrevistas e sua família: poxa, eu realmente gostei de sua atitude em relação à filha, falando sobre a dificuldade de manter um relacionamento e de que o que eles passaram em casa pode não ter sido o que ele passou, mas também não foi fácil. Que eles estão tentando sobreviver e continuar adiante. Isso foi tão significativo quanto ele falando sobre o que eles querem, com a tortura, é derrubar sua fé, seja em algo superior, seja em seu país, seja em sua família.

A sensação é que ainda estamos só arranhando o que ele realmente sentiu, o que ele realmente passou. E, enquanto estivermos na superfície, não seremos capaz de entender o que Abu Nazir pode ter significado enquanto ele estava sozinho e preso. Ainda mais porque entra na conta o instinto de sobrevivência, muito bem demonstrado quando ele se atira sobre a comida ainda na prisão.

Do outro lado Claire sofre duas perdas: ao que parece a paciência de Saul acabou, e o que quer que os tenha unido, foi mesmo afetado por sua mentira – achei legal esse jogo, não foi a sua atitude sedutora, mas a mentira que deixou Saul realmente afetado – e de sua informante, morta no jogo do terrorismo. Um exemplo do “muito cuidado com o que você pede”: o colar lhe trouxa felicidade e também foi o motivo de sua morte.

Tudo para financiar um terrorista em terras estrangeiras. Se o avião tão próximo já foi significativo para mim, imagine para os americanos.

P.S. Mandy Patinkin está estupendo. É só isso que eu consigo pensar em cada aparição sua. Ele demonstra a importância e peso do cargo que ocupa nas feições de seu personagem e em suas atitudes. Todo o elenco está excelente, mas ele se destaca, sem sombra de dúvida.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

7 Comentários


  1. eu senti neste episódio a força feminina, pra mim foi essencialmente as mulheres que dominaram
    a Dana apesar de aborrecente me fez quase acreditar que era ela a terrorista (heheheh brincadeirinha) suas ações ora de revolta e ora compreensivas fizeram ela crescer no meu conceito

    Morena Baccarin, acredito eu, teve uma das cenas que mais chocaram, como lidar com a sua vida e da Brody entre 4 paredes ? além do mais ela enfeitiça

    Carrie na sua busca quase que incontrolável que quase foi descoberto quando o pessoal da entrevista começam a fazer mudanças nos móveis … UFFFAAA …. já li opiniões de que o Brody já sabe que tem escutas e cameras pela casa dele por isso que ele não permitiu …. vamos ver

    e a pobre coitada da Lynne se arriscando e levando a pior só causa do presente que ganhou … que triste

    40 e poucos minutos que passam muito rápidos mesmo e nos deixa com uma enorme vontade de ver o próximo
    🙂

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    1. Boa Cleide, realmente as personagens femininas tiveram papel fundamental hoje. Aquela cena da Jenny com Brody foi mesmo chocante, acho que apenas eles poderiam ter mostrado mais do efeito disso nela, porque foi barra pesada.

      Eu não sei se ele sabe das escutas, mas eu acho que ele desconfia de todo mundo, ainda mais considerando o passado né?

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  2. Isso é que é SÉRIE…

    Tudo funciona: atores, roteiro, eu (rss).

    Achei maravilhoso que a morte de Lynne tenha sido por simples ambição e não por terem descoberto que ela era uma “agente” disfarçada. Isso sai um pouco do único bandido e único mocinho. Sai do “redondinho”.

    Brody … acho que ele “acredita” que possa ter escutas e câmeras pela casa. É o mínimo qu ese espera de um homem que passou o que ele passou e fez escola pra isso!! Mas tb acho que suas reações como ficar no cantinho do quarto e sua intimidade sexual, s ejam verdadeiras.

    Alguém me explica pq eu sou muuuiiittoooo lenta. Quem é o casal que compra a casa??

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    1. Libriane
      pelo que entendi este casal são terroristas, usaram o dinheiro da venda do colar da pobre Lynne para poderem comprar esta casa perto do aeroporto

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    2. Isso que a Cleide falou: ele evidentemente é terrorista, por conta dos traços. Eu ainda fiquei tentando lembrar se ele já havia aparecido de relance antes, mas não consegui. Tô quase assistindo tudo de novo 😛 – a louca

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  3. Me ajude! Meu gato fez coco na minha cama hoje, e sei que voce escreveu sobre isso… ME manda o link do post porque nao to achando. Ja fiz uma busca e nada. Tô precisando. Obrigada

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    1. Oi Rai, escrevi sobre isso no meu outro blog (smiletic.com). Na verdade eu tive duas situações: quando após 1 ano em casa por conta da licença maternidade eu voltei a trabalhar e minha gata revoltada fez cocô no meu travesseiro para demonstrar que não tinha gostado da mudança – e isso parou logo, só precisei dar mais atenção. Se existiu alguma mudança grande na rotina da casa vale tentar dar mais atenção ao bichano para ele não se sentir excluído.

      Depois quando tive um gato com PIF. Neste caso, quando a doença avança, o gato não consegue mais segurar as necessidades. E PIF não tem cura, então não há o que se fazer.

      Torço para que não seja nada mais que um gato meio bravo. 🙂

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