Fringe: The Day We Died (03×22)

Eu teria de dividir este texto em duas partes: primeiro temos de falar de tudo o que aconteceu no episódio, de como foi estranho ver a todos no futuro – nem os cachos de Astrid resistiram à chapinha – de como foi legal ver Peter e Olivia casados, de como foi triste ver Walter na prisão, de como foi engraçado ver Ella como uma agente do FBI.

Seria preciso falar de como foi fascinante ver nos olhos de Walter o processo da descoberta da verdade, do fato de que um mundo não vive sem o outro, de que foi o próprio Walter que mandou as peças da máquina para o passado – ainda estou processando a declaração de que ele não poderia mudar o que foi feito, mas sim a percepção do que ainda seria feito – de que a paz seria possível de outra forma.

Seria preciso falar que eu tive ódio do Walternativo quando ele fala para Peter o que vai fazer. Falar do meu choque quando Olívia morre, sem que a agente nem tenha tempo de reagir a aquele acontecimento. Falar da tristeza de ver Peter ali, se despedindo do amor de sua vida, com aquela mecha branca de cabelo que só o deixou ainda mais perfeito – momento mulherzinha, desculpem aí.

Seria preciso falar que eu sorri quando Peter ressurge na máquina, com todos ali lado a lado, Olívia e FalsOlívia, Walter e Walternativo, e imaginei que a próxima temporada seria para descobrirmos como as coisas poderão ser consertadas.

Mas aí vem a segunda parte do texto. Aquela em que eu falo do sumiço de Peter, do fato de que ninguém se lembrará dele. Do fato de que ele não é mais necessário.

E eu não entendi. Ou, se entendi, eu não consigo aceitar. Eu não consigo aceitar que Peter cumpriu seu papel e pode nos deixar. Eu não consigo imaginar qual a explicação para todos ali naquela sala. Como fica o filho de Peter e a FalsOlivia? Por que então o mundo teria começado a se desfazer?

O principal: jura que eu vou ter de comer até o meu cotovelo esperando até a próxima temporada para eu começar a entender alguma coisa? Heim? Alguém? Socorro!!!

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

5 Comentários


  1. graçassss a Nossa Senhora dos Seriados e a força dos fãs que teremos uma próxima temporada
    Puxxxaaa !!! já imaginou se a série acabasse ??? nem quero pensar …. xôoo

    olha nem consigo pensar direito, a cabeça pira em querer entender, na minha vida só me lembro de ter passado pela mesma coisa quando assisti ao “Exterminar do Futuro”, lá pela década de 80 heheheheh … já naquela epoca minha cabeça só fazia voltinhas imagine agora com Fringe

    eu ri com o cabelo da Astrid e gargalhei com a sua observação

    juuuura que teremos que ficar nesta ansiedade esses meses todos ????
    valha-me Dios

    muito bom review Simone, até a próxima temporada \o/

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  2. Oi Simone, jóia?

    Queria saber se você já assistiu aos primeiros episódios da 4ª temporada de Fringe. Caso não tenha assistido talvez seja melhor nem ler o resto, rs.

    Assim que saiu baixei, mas não consegui entender uma coisa: o Broyles “alternativo” morreu, não é? Na 2ª ou 3ª temporada ajudando Olívia a voltar para casa, lembro desse episódio. E como agora ele ressurgiu “do nada”?

    Tudo bem que realmente ainda não deram explicações sobre a situação do filho do Peter, como vc mesma disse. Mas não creio que esse fato em particular tivesse alguma ligação com o sumiço do Peter, a ponto de fazer Broyles “alternativo” voltar a vida… Sei lá. Fiquei um pouco incomodada com a falta de explicações a essa questao em particular.

    No mais, parabéns pelo site! Gosto muito de suas revisões e críticas.

    Abraços.

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    1. Oi Dpebora, não estou assistindo ainda não então não li seu comentário inteiro, risos, para fugir dos spoilers. Acho que Fringe para mim só em novembro na Warner mesmo.

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