Criminal Minds: Retaliation (05×11)

“O Homem está mais preparado para vingar do que beneficiar, porque a gratidão é um fardo e a vingança um prazer.” – Tacitus

Olha, eu juro que pensei que eles iam pisar na bola dessa vez. Quando eu vi o prisioneiro fingindo que estava passando mal e Prentiss com aquela cara de nada para, depois, ela atirando enquanto saía pelo pára-brisa do carro eu achei que eles iam errar a mão.

Mas foi só o susto inicial: com Retaliation os dramas pessoais dos membros da equipe voltam para o segundo plano e temos um belo caso a ser investigado.

E, se posso dizer isso, a teoria de que a garantia de uma boa história está em um bom vilão precisava de mais provas, eis aqui que temos Lee Tegersen arrasando no papel de Dale, bandido nada atormentado que tem um plano muito claro do que quer e que usa o policial Joe Muller e seu família para isso – como Joe Muller temos Tim Guinne e confesso que foi um problema para mim engoli-lo como policial todo controlado para salvar sua família, acho que Tim já interpretou personagens fracos demais antes.

Acho que não passou despercebido a ninguém que Prentiss tenha ficado novamente como foco, mas considerei uma escolha sábia: com o foco longe do líder da equipe em campo a passagem de bastão de volta para Hotch aconteceu de maneira muito mais natural.

E, justamente por isso, é tão interessante a cena final, em que Morgan se coloca a disposição do amigo agora pai solteiro. Se pensarmos bem, com exceção de Garcia – foi sem preço ver Morgan usando a caneta com plumas coloridas preenchendo relatórios – é mais aberta sobre seus sentimentos e dificuldades, o resto é todo meio travado nesse assunto.

Então esses pequenos gestos se tornam grandiosos e nos dão uma exata medida de como são importantes uns para os outros, afinal, passam tanto tempo juntos encarando a morte de frente que não existe a possibilidade de se apegar – por mais que alguns julguem isso um problema.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Cara Simone, o que me chamou atenção neste episódio, foi ver um policial bom em seu ofício tão empenhado ema salvar a sua família, deixando claro que nada no mundo importava a não ser os seus entes queridos.

    Durante todo o episódio, eu me lembrei de Haley, Hotch e do pequeno Jack. E, eu acho, que na cena em que a equipe conseguiu reunir toda a família com um pai aliviado, em lágrimas, comemorando a salvação de sua família, todos se lembraram da morte de Haley e lamentaram pelo mesmo não ter acontecido com Haley, Hotch E Jack.

    Beijos, Gaby.

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    1. Oi Gaby, fica difícil eu comentar agora, já se vão tantos anos do episódio. Lembro que sofri horrores,tanto que até hoje tenho dificuldades quando vejo o ator em algum outro papel (o que fez o assassino). Agora, diferentemente de você, Haley nunca fez muita diferença para mim, me doeu o sofrimento do Hotch, mas não a perda da personagem em si.

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