Cinema: Como treinar o seu dragão

Alguém lançou no twitter: “e esse Como Treinar O Seu Dragão, é pokemon ou digimon?”. Respondo de bate a pronto: nenhum dos dois.

O filme é de uma doçura incrível e, ainda assim, super aventureiro – até fiquei surpresa, porque não é um filme da Pixar, mas em alguns momentos ele chega perto.

É até engraçado, porque entrou na moda um tal de fazer desenho pensando em agradar os adultos também, mas os que realmente agradam aos adultos são aqueles de aura infantil, que despertam esse lado na gente. E Como Treinar O Seu Dragão é cheio de coisas de criança.

O desenho conta a história de Soluço, garoto viking que teve o azar de nascer filho do líder da aldeia, um verdadeiro mestre em matar dragões, e não ter o minímo jeito para a coisa. Ele acaba passando seus dias trabalhando com o serralheiro da pequena aldeia e desenvolve uma arma para pegar o dragão que mais atormenta a todos e que nunca foi morto: o Fúria Negra.

Soluço consegue sim acertá-lo, mas toda a aldeia acha que não, e é claro que ele fica triste e frustrado. E é claro que ele é que está certo e Fúria Negra está caído na floresta.

Soluço não tem coragem de matar o pobre dragão – e quando,  no finzinho do filme, ele explica o motivo para sua amiga Astrid, não tem como você não se eternecer dele – ao invés disso ele “adota” o fúria, que vira Banguela. E é por causa dessa amizade que Soluço se torna um menino mais feliz e começa a fazer sucesso na aldeia.

O resto? Bem, você precisa ver. Porque o filme é de encantamento. Eu, Carol e Carlos saímos do cinema mais leves e mais alegres e, com certeza, com a promessa de compra do DVD feita.

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P.S. Eu assisti em 3D, mas, confesso, isso é desnecessário. Como Treinar O Seu Dragão não abusa de cenas em que a tecnologia realmente faz diferença – são apenas duas em que isso tem algum efeito sobre a platéia. Então, não ter 3D não é motivo para deixar de curtir o filme.

P.S. do P.S. É evidente que os criadores do filme são fãs de felino! Os dragões tem várias características dos bichanos, a começar pelo Banguela que, quando dá aquela paradinha, lembra um gato pronto para atacar. Além disso tem o momento em que ele se esfrega em determinada grama que deixa os dragões loucos, tem o dragão que gosta de carinho embaixo do pescoço, tem dragão que ronrona… Adorei a inspiração!

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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