CSI NY: Child’s Play (04×11)

NY S04 E11

*Texto publicado originalmente em 10/02/2008

É engraçado, para alguns pode ser qualidade, para mim foi defeito, e olha que eu não sou a maior defensora de continuidade em seriados, mas, definitivamente, eu esperava um episódio para recuperar o fôlego depois de Thing About Heroes, para digerir tudo que aprendemos sobre a vida de Mac Taylor.

Ao invés disso, os roteiristas nos entregaram mais um ótimo episódio, mas focado no hoje, no agora, nada de carregar lembranças. Não somente isso, ele nos dá mais um pouco da vida de Danny, mais um pouco para se conhecer.

Começamos vendo Danny sendo acordado por um garoto vizinho, entendemos que Danny é meio que um padrinho para o garoto e o motivo da pressa do menino é o compromisso de Danny ir com ele até uma igreja para que abençoem a bicicleta dele. A cerimônia foi bem legal e, confesso, adoro quando os seriados exploram esse lado católico da população, das pessoas, ainda mais por seu um país predominantemente evangélico.

Mas saindo do papo religioso-filosófico: Danny e o garoto deixam a igreja e acabam passando por uma mercearia que está sendo assaltada, Danny pede ao garoto que corra para casa e tenta ajudar os donos do lugar e, depois, persegue o assaltante.

Tarde demais Danny descobre que o menino foi acertado por um dos tiros trocados. Fiquei muito triste mesmo por ele, ele se sentiu responsável pelo que aconteceu com o menino, mas ele não tinha como perceber o que tinha acontecido, mesmo após o tiro o menino seguiu em frente com sua bicicleta, como se nada tivesse acontecido.

A equipe consegue pegar o assaltante, mas acaba descobrindo que ele nunca deu um tiro sequer. Quando voltam ao local do crime para remontar o ocorrido eles acabam surpreendidos ao descobrir que a bala partiu de dentro da loja, mais interessante é terem descoberto isso com a ajuda de uma laranja.

No necrotério é Mac quem conversa com a irmã do rapaz morto na mercearia, ele mostra o corpo do pequeno menino morto e ela somente aí percebe o que fez. Ela conta que se desesperou ao ver o irmão caído e atirou na direção da porta tentando acertar o assaltante que já fugia.

Achei bem triste tudo isso, triste por Danny, que gostava muito do garoto, triste pela garota, que agora carrega a culpa pela morte do menino e nunca teve a intenção de fazer mal a ele. E, ainda, fiquei com a impressão que não acaba por aí. Danny não resolveu isso legal na cabeça e no coração dele e é capaz de ainda afetar o relacionamento dele com Lindsay.

Do outro lado, o segundo caso da noite parece que veio para servir de refresco a tensão dos últimos dias, quem sabe para contrabalencear o próprio caso do dia, o outro assassinato a ser investigado é a morte de um homem, conhecido como gozador, com um charuto que explode.

O legal é que o caso acaba usando elementos da infância dos americanos: esse negócio de ler histórias em quadrinhos e comprar brinquedos pelo correio. Algo tão particular deles.

Os CSIs partem atrás do fabricante do brinquedo, e enquanto uns se deslumbram com a fábrica outros se desapontam com a pessoa por trás de tanta coisa especial em sua infância. Mais que isso, descobrem que o tal gozador estava comprando a empresa do velho senhor e que ele, com certeza, não seria suspeito do crime, já que não só não ganhava com isso, como ainda perdia .

A investigação acaba mostrando que o gozador não era o alvo do charuto preparado para matar, mas sim o próprio dono da fábrica. Por quê? Um rapaz que perdeu seu melhor amigo de infância por causa de um dos brinquedos dele, um submarino de papelão, e que nunca tinha esquecido disso.

Engraçado, assim como no caso do assassino 333, aqui temos um cara que nunca esqueceu seu desejo de vingança, mas conseguiu levar uma vida normal por aí. Dá até medo, não é? Deve ter uma meia dúzia de maluco por aí que a gente também não reconhece….

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. Não comentarei o post, pois não assisto CSI NY. Mais uma vez o caderno de TV do Estadão publicou uma resenha sobre Damages errada. Eles insistem em dizer que a Glen Close é promotora. Não entendo como em tempos de google e ganhando para escrever se cometam erros tão grosseiros.
    Beijo

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  2. Ah eu tambem fiquei morrendo de pena do Danny.

    Agora falando em falta de continuidade. Lembra da assassina dos avatars? A mulher fugiu e nunca mais se falou no assunto.

    Pelo menos, nao que eu tenha visto.

    PS.: Viu o Estadao de hoje?
    Dessa vez mandei e-mail, errar de novo em Damages e falar que alguem vai morrer em NCIS foi sacanagem. Queria saber de onde tiram isso.

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  3. Se afetar o relacionamento de Danny com Lindsay, seria muito bom, eta mulherzinha mais sem sal… eles poderiam brigar e ela iria embora e sairia da série!

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