Cinema: A Vida em Si

Em um episódio recente de This Is Us (ainda inédito por aqui), um jovem Randall Pearson encara o difícil desafio de escrever uma redação para entrar na faculdade de seus sonhos.

Ele precisa falar sobre uma pessoa que tenha influenciado sua vida. Ao longo do episódio e, finalmente, quando ele lê sua redação para a família, ele nos mostra que todas as pessoas influenciam nossa vida, algumas de forma mais marcante e especial, mas quando nossa vida é tocada pela vida do outro, ela muda de alguma forma – mas, sim, ele escolhe uma pessoa ao final.

Dan Fogelman, criador da série e um dos roteiristas do episódio em questão, leva esta verdade para seu novo filme, A Vida em Si, de uma maneira até mesmo poética.

O filme, que me fez chorar muito, chega aos cinemas nesta quinta, dia 06 de dezembro, pela Paris Filmes e é daqueles que causam reflexão, nos entristecem, mas também nos lembram das pequenas delicadezas do destino.

Centrado inicialmente nos personagens do excelente Oscar Issac e Olivia Wilde, o filme fala de relacionamentos românticos, seus encantos e desencantos, e familiares, as frases não ditas, as decisões tomadas que mudaram o destino de quem ainda nem nasceu.

Abby (Wilde) e Will (Isaac) se conhecem na faculdade e rapidamente se apaixonam. Ao longo da primeira parte do filme mergulhamos na forma como se conectam e em poucos minutos já torcemos loucamente para que esta seja uma história de amor com final feliz.

Então o roteiro começa a nos mostrar as jogadas da vida, sejam estas grandes tragédias, sejam apenas pequenos “assassinatos” (que cometemos dentro de nós mesmos, que cometemos ao deixar de lado uma pessoa, um sonho, um desejo).

Com várias reviravoltas, o roteiro choca para depois confortar, encanta para depois decepcionar. Ou seja, ele realmente fala da vida em si usando uma família – o casal principal, os pais de Will, a filha do casal – para nos mostrar a capacidade que temos de nos reconstruir e tentar novos caminhos.

Em sua terceira parte, confesso, o roteiro força um pouco nas “casualidades do destino” e perde a oportunidade de encerrar com uma frase de efeito, usando em seu lugar um monólogo cansativo, mas, ainda assim, acredito que seja realmente uma das obras cinematográficas mais emocionantes deste ano.

O elenco ainda reúne Mandy Patinkin, Antonio Banderas, Samuel L. Jackson, Olivia Cooke, Laia Costa e Annette Bening, e, embora seja difícil dizer como a história de cada personagem se relacionará, a emoção permeará toda narrativa. “Este filme aborda grandes perdas, grandes tragédias, grandes amores, grandes momentos. É como um romance maior do que a vida, que você segue geração após geração”, afirma Dan Fogelman.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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