Bull: Death Sentence (2×22)

Depois de uma primeira temporada de grata surpresa – todos nós chegamos a Bull por causa de Tony Dinozzo, não é verdade? -, eu acabei me perdendo completamente no começo da segunda. Ainda que o retorno tenha sido bom, ao longo dos episódios seguintes eu via um roteiro preguiçoso e pouco do tinha me empolgado anteriormente.

Tanto que acabei me perdendo completamente da exibição pelo A&E, acumulando episódios gravados pelo simples motivo de que eu não lembrava de assistir.

Pois bem, o conta gotas dos episódios acabou se tornando um emenda-um-no-outro nas últimas semanas quando parece que os roteiristas acordaram e não somente trouxeram casos que valeram o dinheiro que o povo gasta ao contratar a TAC como trabalharam desenvolvendo os personagens. Ainda que eu ache que eles podem melhorar isso mais um pouquinho.

Tivemos Cable quase deixando o grupo depois de cometer um erro tremendo em Keep Your Friends Close (e por mais que eu goste da personagem, defenderei até o fim que Bull estava no direito de demiti-la e que ninguém da equipe deveria pensar diferente), a revelação de que Chuck é pai de uma esperta garota que deve estar na faculdade em Nova Iorque na próxima temporada, Danny teve um pouquinho (bem pouquinho) de sua vida pessoal mostrada, Benny encontrou o amor em um atraso de voo pré Ação de Graças e Marisa foi enganada pelo namorado.

Essa história da Marisa ser enganado foi um que mais indicava a preguiça dos roteiristas: cada vez que aquele cara aparecia era como se eu visse setas piscando brilhantes apontando para ele com a frase “cafajeste” escrita sobre elas.

E nosso especialista em comportamento humano? Pois bem, ele pode ter ajudado muita gente – e ele fez um trabalho e tanto por Eliott Miles na dupla de episódios que encerrou a temporada -, mas se perdeu pelo caminho. Ainda não sei se Michael realmente engordou tudo isso, principalmente nas cenas deste episódio tive a impressão de que ele usava enchimentos, mas o ganho de peso somado ao cada vez maior número de copos de whisky que fomos vendo episódio a episódio mostravam que Bull estava se afundando, isso mais a falta de candidatas a interesse amoroso dele.

Mas só fui imaginar que ele teria um ataque cardíaco na tela no episódio final. Em um sentido foi horrível, era como ver um caminhão vindo da direção de uma pessoa querida e ela não desviando por mais que você gritasse, em outro foi interessante porque ainda que não seja um gancho propriamente dito, o final faz com que a gente volte: Bull não vai morrer, Marisa não vai realmente se demitir, mas o que todos eles farão do que aconteceu? Bull vai ter de reencontrar satisfação no trabalho que faz, será que ele vai parar de só trabalhar para ricaços e buscar algo “mais digno”, será que vai encontrar um novo amor?

Só fico aqui torcendo para Marisa e Bull não virarem um casal. Nossa Senhora dos Seriados nos proteja.

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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