Cinema: Juliet, Nua e Crua

Graças a Deus pelas comédias românticas da terceira idade. Sim, vocês sabiam que há poucas décadas atrás quem passou dos 40 já era considerado velho? Terceira idade mesmo. Aposentados, prontos para uma vida sem emoção e sem mudanças. Ainda bem que os tempos são outros, os 50 são os novos 30 e sempre é possível recomeçar – na verdade não conheço melhor fase para isso.

Rose Byrne, preste a completar 40 anos, é Annie. Uma moça que teve de trocar o sonho de Londres pelo retorno à pequena cidade natal após a morte de sua mãe. É nessa cidade que ela conhece Ducan (Chris O’Dowd), um professor fanático pelo roqueiro Tucker Crowe (Ethan Hawke), desaparecido há mais de duas décadas.

O relacionamento dos dois está mais do desgastado, Annie está mais que cansada de tudo quando o improvável acontece: Ducan recebe uma gravação nunca divulgada de Tucker, Annie não resiste a deixar um comentário crítico no blog do namorado e acaba se correspondendo… Com o próprio Tucker.

Esta é apenas a primeira das muitas mudanças na vida de Annie, Ducan e Tucker.

Juliet, Nua e Crua, que estreia em 4 de outubro, é baseado no romance homônimo de Nick Hornby, e é simplesmente perfeito. Byrne e Hawke brilham em seus papéis, personagens reais, com defeitos e anseios bastante humanos, e funcionam maravilhosamente bem juntos – Byrne está soberba, trazendo uma energia para a personagem que é palpável.

Já Harke canta. E encanta – mesmo não estando na melhor forma e com uma barba e cabelo mal cortados. Ou talvez encanta por isso mesmo.

Daqueles filmes – com trilha sonora ótima – que nos fazem deixar a sala de cinema sorrindo e acreditando que a felicidade é sempre possível.

A direção é de Jesse Peretz (O Ex-Namorado na Minha Mulher e série Girls, da HBO).  Dos produtores de Pequena Miss Sunshine, Juliet, Nua e Crua é um relato bem humorado sobre as segundas chances da vida. Depois de ter sua estreia mundial no Festival de Sundance, o filme chega aos cinemas brasileiros, com distribuição da Diamond Films.

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2 comentários em “Cinema: Juliet, Nua e Crua”

  1. Lu Monte
    Lu Monte 05/10/2018 em 8:21 pm

    Não sabia desse livro! Aliás, faz séculos que não leio nada do Nick Hornby, já vou caçar alguma coisa dele. Boa lembrança!

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