Cinema: Vidas à Deriva

Imagine estar vivendo um grande e amor e, inesperadamente, ver essa história ser ameaçada por uma inacreditável tragédia. Para os jovens Tami Oldham e Richard Sharp, o plano era maravilhoso e a vida não poderia estar melhor: apaixonados, o casal topa o desafio de cruzar uma parte do oceano Pacífico em uma pequena embarcação. Navegadores experientes, seria apenas uma viagem romântica com o intuito de ajudar os donos do barco a transportá-lo para a Califórnia. No entanto, tudo muda quando os namorados se deparam com o maior furacão em alto mar de que já se teve notícia.

Adaptação do livro homônimo, que chegou às livrarias brasileiras este mês, Vidas à Deriva promete trazer emoções e muitas lágrimas para quem for ao cinema a partir da próxima semana. Com direção do aclamado cineasta Baltasar Kormákur (de Evereste), o longa é estrelado por Shailene Woodley (A Culpa é das Estrelas) como Tami Oldhham e Sam Claflin (Como eu era Antes de Você) como Richard Sharp.

Baseado em uma história real, a narrativa de Vidas à Deriva alterna passado e presente para mostrar como Tami e Richard acabaram por se ver naquela tragédia. Ao sobreviver à tempestade, o casal é confrontado com um problema ainda maior. Sem esperança de resgate, com Richard gravemente ferido e o barco em ruínas, Tami precisa encontrar força e determinação para salvar a si mesma e o amor da sua vida, lutando pela sobrevivência em um cenário totalmente desolador.

Vidas à Deriva é, antes de tudo, uma história de amor. Por ser a recriação de algo que aconteceu de fato, se torna ainda mais tocante. É de se destacar o cuidado e a sensibilidade com que o filme foi conduzido: sem apelar para o dramalhão, o longa respeita o telespectador e a memória dos envolvidos na história real ao narrar com extrema delicadeza e poesia os momentos tão dolorosos de seus personagens.

Como não poderia deixar de ser, Shailene Woodley mais uma vez rouba a cena. Sendo a grande protagonista do filme, a atriz se destaca lindamente, entregando uma de suas interpretações mais viscerais desde Big Little Lies. Dá gosto de ver como ela conseguiu romper a barreira do sick movie que a fez famosa e vem mostrando que realmente é uma excelente atriz – como nós fãs já sabemos.

Sam Clafin, embora com menos tempo de tela, também brilha. Seu personagem cativa já nos primeiros minutos em cena e, junto com Woodley, forma um casal de química indiscutível. O ator, aliás, rasgou elogios para o seu par na ficção, creditando à Shailene toda a beleza e força que o filme consegue transmitir na tela.

Vidas à Deriva emociona em um filme de qualidade e condução sensível. Guardando algumas reviravoltas para o final, ele te prende na cadeira por toda a sua duração, mantendo você na torcida pelo casal de náufragos – e na torcida pelo amor, afinal de contas. Uma linda e trágica história romântica que merecia virar filme, sem dúvidas. Algo que foi feito da maneira mais linda possível.

Com direção de Baltasar Kormákur, roteiro de David Branson Smith e produção de Kormákur, Shailene Woodley e Robert Simonds, Vidas à Deriva é uma produção Huayi Brothers e Lakeshore Entertainment. A distribuição brasileira fica por conta da Diamond Films. O filme tem estreia prevista para 9 de agosto nos cinemas brasileiros.

Escrito por Tati Lopatiuk

Tati Lopatiuk é redatora e escritora em São Paulo. Gosta de romances em filmes, livros e na vida. Suas séries favoritas são Gossip Girl e Breaking Bad. Pois é.

Seus livros estão na Amazon e seus textos estão no Medium.

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