Cinema: Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

A vida sem o “tchan” – conhecido como amor verdadeiro entre os humanos – pode ser muito solitária, principalmente quando você é imortal.

Você pode até fugir da solidão, primeiro criando um hotel de sucesso, depois criando uma filha, finalmente curtindo seu neto. Mas chega uma hora em que você acaba ficando simplesmente mais mal humorado do que sempre foi e todo mundo a sua volta percebe.

No caso do Drácula, sua filha percebe, mas acha que o pai está simplesmente cansado demais e merece umas férias cuidadosamente planejadas.

Ela só não contava que seu pai poderia acabar encantado pela capitã do cruzeiro, Ericka, toda misteriosa, atlética e sorridente – e, vamos dizer assim, não gosta nada da ideia.

O único problema é que todo esse mistério da moça pode não ser por bons motivos e todos os monstros podem acabar em uma enorme confusão (bom, outra enorme confusão, já que eles todos sozinhos normalmente já causam confusão sem ajuda).

Está é a trama principal do novo filme da Sony Pictures Animation, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas, que chega aos cinemas nesta quinta, dia 12 de julho.

O terceiro filme da franquia traz o humor que já conhecemos e que funciona, ainda mais porque dessa vez funciona como tempero para uma história de amor bonitinha.

Assim como nos anteriores, o roteiro deixa a mensagem de que pouco importa como somos por fora, mas sim o que temos em nosso coração e a importância da família – ele é bem inteligente ao mostrar o conflito de Mavis com relação a seu pai se relacionar com outra mulher que não é sua mãe e o próprio conflito de Drácula sobre a atitude certa a tomar.

Novamente com direção de Genndy Tartakovsky, Hotel Transilvânia 3  é previsível e um tanto bobo, mas funciona para os pequenos em sua simplicidade enquanto pega os mais velhos na  torcida por personagens que já conhecemos e amamos, Drácula está charmoso como sempre em seu mau-humor superficial, e por algumas referências lançadas aqui e ali (tem até Macarena e Don’t Worry Be Happy na trilha sonora).

Pais também irão se identificar com as cenas do casal  de lobisomens Wayne e Wanda e suas dezenas de filhotes cheios de energia (eu ria tão alto quando eles descobrem o que significa o daycare do cruzeiro que deu até vergonha).

Um programa bem com cara de férias em família – lembram, eu já falei ali em cima como ela é importante.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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