Novidades FOX: Trust e Britannia

Os canais FOX Premium estão com o sinal aberto neste feriadão – Feliz Páscoa! – e todo mundo tem a chance de dar uma olhada nas duas estreias, neste domingo e segunda: Trust e Britannia.

Hoje, 1º de abril, às 21h, no FOX PREMIUM 2, é a estreia de Britannia, cujos  direito de exibição no Brasil e América Latina foram adquiridos com exclusividade pela FOX para exibição em seus canais premium e no App (todos os 09 episódios de 1 hora ficarão disponíveis após a estreia).

Britannia é mais uma aposta em uma nova Game Of Thrones, misturando história e fantasia (muita fantasia) sua trama se passa em algum ponto entre a época de Vikings e a época de The Last Kingdom, trazendo uma Inglaterra povoada por tribos cujos líderes guiam suas decisões por conselhos de magos e druidas.

O roteiro é do multipremiado Jez Butterworth (007 Contra Spectre), foi co-criada por Butterworth com seu irmão Tom (A Última Legião) e ames Richardson (Monstros) e tem em seu elenco os conhecidos rostos de David Morrissey (The Walking Dead) e Kelly Reilly (True Detective e Sherlock Holmes). Também estão na série um irreconhecível Mackenzie Crook (Piratas do Caribe), Zoë Wanamaker (Hary Potter e Mr. Selfridge), Eleanor Worthington-Cox (Malévola) e Nikolaj Lie Kaas (Anjos e Demônios). A série combina história, fantasia, guerras e aventuras para narrar a luta do Império Romano para conquistar as terras de Britannia.

A invasão romanda é o que move as tramas desta história: o século é 43 DC quando um exército romano disposto a conquistar toda a ilha desembarca na praia e ataca os locais.

Mas, ainda que a invasão tenha realmente acontecido, Britannia vai bem mais longe que The Last Kingdom quando o assunto é precisão histórica: o tom geral da série é magia e encantamento, o que de alguma forma me remeteu bastante a minha leitura de Brumas de Avalon na adolescência.

Espadas são usadas e muito sangue é derramado, mas são as crenças das tribos locais que ditam o ritmo das coisas e o comportamento dos personagens. Para estes ingleses os romanos são vistos como ameaça, mas também como não tendo direito àquelas terras.

Em meio a esse tanto de magia, cenas de sonhos, cerimônias mágicas, fumaça e lutas, a gente já encontra personagens para se apegar, como a rainha Antedia de Zoë Wanamaker, que aparece pouco na estreia, mas neste pouco demonstra ser uma daquelas mulheres fortes que perdeu muita coisa para chegar e se manter em sua posição política.

E uma princesa odiada pelo próprio pai, Kerra, vivida por uma Kelly Reilly tão maravilhosa – uma pegada Florence And The Machine, eu sei e aprovo – que você fica besta e acredita que a série existe só para você olhar para ela.

Ela também tem cenários maravilhosos: a série foi gravada em locações no País de Gales e República Tcheca e conta com aquelas montanhas a perder de vista, aquele verde de muitas tonalidades que não tem como não ser mágico e aquelas pedras enormes que fazem as pessoas acreditarem que não foram colocadas ali por seres humanos comuns.

Claro que, com tantas expectativas, ficam mais evidentes os defeitos, que se não são daqueles que fazem você desistir de primeira, definitivamente precisam de correção: o ritmo é um tanto frenético demais (daquele jeito que torna algumas cenas incompreensíveis) e várias atuações fora do tom (principalmente entre os romanos, talvez porque ser exagerado entre celtas não seja exatamente um problema).

Imperdoável mesmo só a escolha da música tema, que podia seguir os exemplos de Outlander, mais mágica, ou Game Of Thrones, mais tensa, mas definitivamente não deveria nos remeter aos anos 70, roupas coloridas, faixas no cabelo e óculos redondos.

Deixando a magia de lado, na segunda, dia 2 de abril, às 21h, é a vez da estreia de Trust no FOX PREMIUM 1.

A série é baseada no livro Painfully Rich…, de John Pearson, que conta a história do sequestro de John Paul Getty III (Harris Dickinson), herdeiro do homem mais rico do mundo na época em que aconteceu. Sua história acabou famosa pela recusa de seu avô John Paul Getty (Donald Sutherland) em pagar seu resgate (ele dizia que, com 14 netos, se pagasse o resgate uma vez teria que pagar 14 vezes).

Se você acha que essa história é conhecida você não está errado: ela também foi tema do filme Todo o Dinheiro do Mundo, que está em cartaz nos cinemas e recebeu uma indicação ao Oscar para o ator  Christopher Plummer que substituiu Kevin Spacey no papel do avô após este ter sido denunciado por abuso sexual.

Ao contrário do filme, a série toma mais liberdades na adaptação e entrega um visual e clima de “novelão” ao invés de um thriller investigativo. Uma das mudanças, por exemplo, foi trazer John Paul Getty III como um rapaz mais velho, quando na verdade, na época do sequestro, ele tinha apenas 16 anos de idade.

Com esse aumento de idade o herdeiro é mostrado na série como aquele que John Paul Getty considerava seu herdeiro ideal, aquele que ele queria que trabalhasse na empresa, o acompanhasse nas visitas às plataformas de petróleo – e reforça essa impressão ao criar muitos conflitos entre o milionário e seus filhos. Além disso, o milionário é retratado como um mulherengo que vive com várias namoradas e tem cenas que nos dão vontade de nos enfiarmos embaixo do sofá de vergonha alheia.

Como eu disse, a impressão geral é de um novelão americano com aqueles cabelos femininos enormes, caras e bocas, cenários caros e decadentes. Eu ainda tentarei mais um ou dois episódios, não por ser masoquista, mas porque a série conta com a participação de Brendan Fraser no papel de James Fletcher Chace, que acabou ajudando a mãe de Getty III quando o sequestreo acontece, e eu quero muito ver o retorno do ator às telas depois de tanto tempo.

Prometo que conto a vocês caso a série melhore.

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Também vale lembrar que a segunda temporada de ATLANTA, multi-premiada série criada, produzida e protagonizada pelo comediante e compositor Donald Glover que estreou na última sexta no . A estreia no Brasil será na sexta, 30 de março, às 21h30 no canal FOX Premium também está disponível no FOX Premium App, bem como os novos episódios da última temporada de The Americans, todas as temporadas de Vikings e The Walking Dead e os especiais Talking Dead que rolam ao vivo após a exibição de cada episódios na televisão.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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