Criminal Minds: Wheels Up (13×01)

Claro que para quem quer muito esquecer a temporada passada de Criminal Minds, dar de cara com as cenas do último episódio dela não foi muito animador, mas devo dizer que terminei de assistir a Wheels Up bastante esperançosa, como se a morte de Sr. Scretch tivesse tirado o gosto amargo da boca.

“Aguente firme. Quando não há mais nada em você, exceto aquela vontade que diz: ‘Aguente firme!'” – Rudyard Kipling.

Na verdade a sensação é de enorme alívio porque a história toda foi morta com ele: nada mais de Reid preso, ainda que ele precise conviver com as dificuldades decorrentes do tempo que passou na cadeia com medo da própria sombra; nada mais de pessoas da equipe sendo torturadas e enganadas, ainda que a Emily tenha sofrido um bocado agora; nada mais de nós ficarmos inconformados com o fato de um assassino em série ser capaz de enganar todo mundo. Todo mundo mesmo.

A morte de Stephen Walker era esperada desde o momento em que foi anunciado que ele não retornaria para esta temporada. Na verdade fiquei aliviada que todo o caos causado pelo Scratch tenha apenas levado um vida e que tenha sido a vida de um agente com quem ainda não havíamos nos apegado demais – até porque eu não via a série sobrevivendo a perda de mais alguém importante do elenco.

E sua vaga foi preenchida rapidamente pelo Matt de Criminal Minds: Beyond Borders, para quem Garcia apelou quando ninguém da equipe respondia aos seus telefones. O fato de ser um personagem que já conhecemos (mesmo que eu não tenha assistido à toda a série) facilitou e muito o processo. Na verdade eu não consigo imaginar Garcia apelando para mais ninguém. Não, nem para o Morgan, para quem já apelaram no final da temporada.

Agora, aqui entre nós: o que foi a morte do Mr. Scratch? Porque o Luke o deixou morrer, né? E eu acho que ele fez o certo: nenhum de nós teria paz se ele tivesse sobrevivido (assombrados pelos péssimos roteiros, talvez) e o cara já havia provado que a cadeia não ia mantê-lo fora de circulação.

Eles aproveitaram e também encerraram o assunto Hotch: ele saiu da proteção à testemunha, mas não vai voltar. Está curtindo a vida de pai em tempo integral (o que significa que agentes do FBI ganham o bastante para se aposentarem cedo) e além disso não quer colocar o filho em risco novamente. Foi uma boa explicação. Na verdade eu quase vi a JJ deixando a equipe também depois de toda a confusão e fiquei aliviada por não ter acontecido.

O único medo que restou é de que o drama por conta do trauma do Reid vá longe demais.

P.S. Em um dos tuítes do AXN eu me toquei que, para quem assiste dublado, Mister Scratch se torna o senhor Arranhão e eu achei que, chamado assim, ele perdeu pelo meno metade da maldade.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

9 Comentários


  1. Meteram um pedregulho no assunto do Hotch de vez, apesar de querer o personagem de volta era o melhor a fazer, e acabar de vez com as esperanças e o disse não disse nos fãs, pronto assunto resolvido e vamos em frente.

    Qd o Sr. Arranhão (assisto dublado e juro que a maldade fervilhava) estava pendurado no prédio e o Eric …. ops é outra série, o Luke olha eu gritei NÃOOOOO …. não ajuda, deixa ele cair, mas aí o Sr Arranhão é psicopata se jogou pra assim melhorar o final.

    Gostei da entrada do Matt, ele falando de tudo que vinha acontecendo e também sobre o encerramento do IRT, foi bem aproveitado.

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    1. Eu confesso que sabia que ele nunca voltaria, mas gostaria. O jeito é mesmo seguir em frente.

      Sr. Arranhão parece apelido de criminoso chinfrim.

      Estou feliz pela chegada do Matt, gosto do ator e do personagem e, como eu disse, fica bem mais fácil aceitá-lo na equipe.

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  2. só eu fiquei com raiva do Reid quando ele pega daquele jeito a Penelope? com toda aquela violência desnecessária? Ele pode estar com TEPT ou SEPT, mas PQP cara, a Penelope so queria ajudar e ele a trata daquele jeito? perdeu metade do amor que eu tinha por ele. eu fiquei muito chateada por colocarem a penelope com o Matt no enterro e não com o Luke que é o Shipp que eu sonho desde a season premiere do 12. e aquela cena do Alvez correr pro lado da Penelope pra ajudar ela quando ela encontra Walker morto (eu até gostava do moço. ). Eu queria a volta do Hotch porque eu poderia shippar Garcia e Hotch outra vez (me crucifique mas eu sonho com os dois fazendo um casal) e eu queria muito que o Jack Garrett tivesse entrado junto com o Matt pra equipe. tenho saudades do Gary em cena.

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    1. Faço minhas suas palavras. Reid estava doidão. Não sou fã dele do jeito que os outros são e tive vontade de agredir ele quando ele pegou a Pen daquele jeito. Eu gritei com a televisão e tive vontade de bater nele. Em relação ao Luke e a Garcia também sou shipper assumida dos dois.

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    2. Acho que a grande questão é que esse comportamento não tem nada de Reid e nem um Reid traumatizado seria capaz de ferir uma amiga. Podia rolar um pedido de desculpas depois para amenizar a má impressão, né?

      Eu nunca gostei da resistência de Garcia ao Luke, ela nunca pareceu natural, logo Garcia a pessoa mais amorosa do mundo rejeitando o moço sem nem conhecer? E sim, os dois formam uma gracinha de casal.

      Nunca imaginei Garcia e Hotch…. Nunca mesmo, hahahaha.

      O problema é que o personagem de Gary era de líder, então para ele migrar para cá só se Emily saísse (o que eu confesso não me afetaria, mas sei que ela tem muito e muitos fãs).

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      1. Já tive altos delirios com Garcia e Hotch. sou tão fã dos dois juntos que escrevi uma história em que os dois ficam juntos. mas uma história bem pura pq sou uma moça direita e publiquei num site de fanfics. Agora acho que só consigo imaginar Luke e Garcia juntos. eles dariam um casal lindo sem dizer que aquela coisa de que mulher gordinha não pode ficar com um gostoso é errado. Masacho que a questão da regra “anti confraternização” do FBI acabaria dando problema pra um dos dois. Luke meio que assumiu o papel de protetor. vi o 13×05 além do 13×01 ela AXNporque estava ansiosa pelo episódio e aquela frase do luke quando [ spoiler] a JJ diz que o cara que atirou na Pen está morto só me fez continuar a shippar os dois.

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      2. Um pedido de desculpas seria ótimo. Apesar de que eu acho que o coração grande da Penelope nem registrou esse incidente de uma maneira raivosa. tanto que revendo o episódio agora a pouco ela nem ficou brava ou nada (uma diva de pelucia) tanto que quando ela sai depois do Reid ser um brutamontes (desculpa o xingamento) ela olha pro Matt e diz: “ele passou por muita coisa” ou alguma coisa assim e sai. Tipo. rainha né? eu realmente achei que ela e o Hotch fariam um par algum tempo atrás na época da perseguição aos criminosos que estavam atrás dela, mas ai ele saiu e entrou o Luke e a minha torcida se inclinou pra ele. se eu fosse a Penelope eu me jogaria em cima daquele homem. esqueceria normas tudo e investiria orque ela sofreu demais até.

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  3. Eu detesto Hotch, então a saída deste personagem da série foi um alívio para mim. Desde a primeira vez que eu o vi, a antipatia por ele foi avassaladora. Que cara frio, duro, esquisito, fechado e, pior, quando esboçava um leve sorriso, ficava mais estranho ainda. Mesmo assim, eu dei uma chance ao personagem, interessando-me pela vida privada dele. Eu gostava de Haley e Jack e, por causa disto, eu torcia para que ele se dedicasse mais à família, lutasse pelo seu casamento e voltasse para a ex-mulher, mas todos já sabemos como a história acabou. O herói que tinha mais apego pela sua equipe de trabalho e pelas vítimas do que pela própria família não me conquistou. Na verdade, eu também acho Thomas Gibson uma criatura estranha. Não rolou afinidade.

    Eu amo Criminal Minds, por causa dos outros personagens, especialmente, o meu bebê Spencer Reid e o charmoso David Rossi, mas, por outro lado, eu odeio Criminal Minds, devido ao sofrimento imposto a estes mesmos personagens, que não possuem o direito de serem felizes e realizados na vida pessoal. Não existe uma válvula de escape para eles. Não há amigos fora do grupo de trabalho e nem parentes próximos. Parece que um típico agente do FBI não pode existir fora da agência. Com a saída de Thomas Gibson, ironicamente, Hotch fez pelo filho e por ele mesmo o que ele se negava a fazer antes: ser um homem de família e viver a vida, além de ser um herói do FBI.

    Apesar de preferir Rossi, no comando da equipe, eu desejo que tudo dê certo para Emily (eu adoro ela) e que a equipe não sofra mais com tragédias horrendas, como a morte brutal de Haley, Maeve e Kate, Stephen, por exemplo. Chega! Os nossos heróis merecem um pouco de paz!

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