Legends Of Tomorrow: Doomworld e Aruba (2×16 e 2×17)

“Caras, nós quebramos o tempo!”

Devo dizer que o final da segunda temporada de Legends of Tomorrow foi daqueles que fazem você querer mergulhar na temporada seguinte para descobrir como dinossauros foram parar na Los Angeles de 2014 e, principalmente, como eles vão consertar isso considerando que não temos mais a Lança do Destino. Ou sangue de Jesus ou qualquer outra coisa mágica o bastante para reiniciar tudo.

Até porque reiniciar tudo de novo não ia ter a miníma graça.

Eu tive de rever os dois episódio para voltar aqui e escrever sobre eles. Sim, eu sou tremendamente cara de pau, mas ainda existem outros finais de temporada que estou devendo, então por favor me perdoem antecipadamente. Do lado bom, ao rever os dois episódio eu me lembrei de porque eu estava tão empolgada com a série nesta temporada.

No começo foi estranho, na primeira cena de Doomworld eu achei Sara e Amaya muito caricatas. Passados alguns minutos eu até entendi melhor, afinal elas tentavam atuar fazendo personagens que tinham tido sua mente apagada, então não podiam ser mais as mesmas e isso não é fácil – pensem que era um ator interpretando um personagem interpretando um personagem.

E então esqueci de tudo isso e embarquei de novo naquela bagunça não muito séria que é essa série e que é porque a gente gosta tanto dela.

Quando o esquecido Nate questiona quem deu o nome horrível de Legião do Mal para os vilões, por exemplo, você simplesmente não consegue segurar o riso. Ou pela forma como cada um estava encarando a vida enquanto esquecidos de quem eram. As muitas referências pop também sempre estão lá, o que valoriza o roteiro.

Com o mundo virado do avesso, eles vão lá e arriscam mais ainda, porque perderam um dos seus e porque as coisas não podem ficar erradas. O segundo sacrifício, quando eles deixam as coisas a cargo da equipe mais nova, apenas confirma o heroísmo deles. Impossível não torcer por eles.

Mais que tudo, os episódios que encerraram a temporada concluíram a evolução de Sara Lance, de assassina à capitã. A mulher que conseguiu domar seus próprios fantasmas e tomar a decisão certa e se despedir de sua irmã. E eu não dava nada para a personagem em Arrow.

Talvez a única coisa que tenha me incomodada tenha sido a nova partida de Rip. Sim, Sara é incontestavelmente melhor capitã que ele, mas eu preferiria que ele continuasse com o time do que vê-los repetindo o final da temporada passada. Encontrar uma forma dele continuar ali a despeito de não ser mais um capitão é um desafio, mas eu acho que eles conseguem.

Bom, na verdade eles provaram para minha nesta temporada que sabem como melhorar as coisas, então darei um voto de confiança a eles.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. A segunda temporada foi muitooooo melhor que a primeira. O roteiro afiado, com personagens interessantes e não pássaros chatos. É bom perceber quando uma série tem um crescimento.

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