Elementary em dia: cobras, escravidão, Watson acusada de um crime e um palhaço morto

Se para séries com exibição de um episódio por noite qualquer atraso no texto já vira um inferno, imaginem quando são dois e você não escreve por três semanas em seguida… É, Sherlock e Shinwell parecem ter entendido o que eu quis dizer.

Mas escrever sobre todos ao mesmo tempo teve sua serventia: eu percebi o quanto está temporada está constante e, o melhor, está constante em episódios bons – casos curiosos e interessantes e ótima interação entre os personagens principais.

Bang Bang Shoot Chute (5×07) ganhou pontos pelo duplo assassinato, ainda que ninguém possa ser morto duas vezes. Tudo bem, entendi que o tal piloto queria evitar que sua filha matasse o marido, mas ele podia ter impedido isso ao invés de resolver matar o cara por conta própria, não é mesmo?

Além disso, o moço também estava na mira, literalmente, do irmão da nova namorada, um fanático religioso preocupado com a “honra” da família.

How the Sausage Is Made (5×08) tem daquelas cenas bem características de Sherlock, como o detetive cheirando conteúdo de barriga de morto como se fosse a coisa mais normal do mundo. Outra coisa bem características é aquele tremor que a relação dele com Watson sofre de vez em quando esta descobre que ele não tem ido às reuniões do Narcóticos Anônimos.

Ambas as situações são resolvidas com uma dose de verdade: Sherlock entende a motivação da morte – toda a questão sobre a carne sintética ser ou não ser considerada kosher e o mercado que isso abriria para a fábrica na qual a vítima de assassinato trabalhava – e ameaça revelar uma verdade diferente sobre o produto para conseguir uma confissão; no caso do NA, Sherlock dá ouvidos a Watson e resolve falar nas reuniões sobre como realmente se sente, tornando as coisas menos chatas.

It Serves You Right to Suffer (5×09) coloca Shinwell de novo em evidência, quando ele é implicado em um assassinato por estar trabalhando com o FBI querendo acabar com sua antiga gangue. O problema é que o agente era pior do que os bandidos da gangue e não estava nem aí para o destino dele. Olha, poucas vezes eu senti tanta raiva de um personagem como deste agente e fiquei ainda pior quando ele se matou ao invés de pagar por seus crimes. No final fiquei feliz por tudo ter sido resolvido sem que Shinwell pagasse pelo que não fez.

O décimo episódio da temporada, Pick Your Poison (5×10), foi bastante pessoal – o seguinte também será, mas vamos por partes – colocando Watson no centro de uma investigação por venda de receitas para drogas. Particularmente achei aquele povo do CRM deles bem ruim de roda: como fica a questão da pessoa ser inocente até prova em contrário? Ainda mais considerando que Watson abandonou a medicina há tempos e é consultora da polícia.

Só restava a Watson investigar por conta própria… Aí a investigação esbarrou em outra, dessa vez de assassinato, e ela provou que era inocente e ela e Sherlock também descobriram um assassino (que matou a verdadeira médica que vendia as receitas como dano colateral, queria mesmo era matar a própria mãe depois de uma vida inteira de sofrimento por conta da loucura dela – Síndrome de Munchausen by proxy, em que a pessoa faz outra doente para ter atenção, tema de mais de um episódio de House e ER)

Um com foco em Watson, outro com foco em Sherlock. Bem, não exatamente: Be My Guest (5×11) não foi sobre Sherlock, mas foi sobre um caso que se tornou bastante pessoal para Sherlock. Fechando um caso com Marcus, Sherlock acaba ficando curioso sobre um funcionário da empresa em que estão e descobre que ele mantém uma mulher presa.

No final das contas a coisa se torna uma corrida contra o tempo: eles não podem manter o homem preso e precisam evitar que ele acabe matando a garota. Eles conseguem encontrá-la, na verdade encontram mais uma. E ele não estava sozinho: a ex-esposa estava envolvida. Que coisa mais doida! Eu não desconfiei dela, confesso.

Em paralelo o episódio trouxe Shinwell de volta, agora para que ele fosse treinado como informante por Watson e Sherlock, depois de Sherlock ser totalmente contra qualquer coisa assim e o próprio Shinwell ter dúvidas se isso daria certo de alguma forma.

Finalmente, o episódio do palhaço: Crowned Clown, Downtown Brown (5×12). Do palhaço e da arma biológica. Só posso dizer que os roteiristas da série são criativos mesmo para arrumar histórias diferentes depois de tanto tempo. Ainda assim o crime foi abafado por conta da história de Marcus e sua nova namorada.

Mais alguém ficou muito irritado com a atitude da moça chegando na delegacia cheia de pedras contra o Marcus? Ainda mais porque tínhamos visto a forma como o ex-marido dela havia agido. Por este motivo eu não gostei nada nada quando Marcus faz com que o homem se afastasse usando de chantagem. Morrendo de medo dessa história voltar para assombrá-lo depois.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *