Bull: Teacher’s Pet (1×11)

Não sei vocês, mas eu passei boa parte deste episódio tentando entender a real motivação de Bull. Na verdade, no começo do episódio, quando o caso foi apresentado, eu imaginei o doutor resolvendo ajudar o casal ao invés dos pais.

Será que eu estava contaminada por uma realidade em que apenas relacionamentos de homens mais velhos com garotas novas são questionados como errados? Ou será que eu fui pega pela linha tênue da escolha e da não escolha: um garoto de 16 não pode, um de 17 pode. Parece tão pouco tempo de diferença…

Poderia realmente ser pouco tempo, se estivéssemos falando de 34 e 35 anos, mas e uma fase que em tudo muda tão rápido no nosso corpo e mente, eu realmente acho que os “17” poderem é que são exagerados, e não o não poder dos “16”.

Além disso, como o roteiro foi nos lembrando, estamos falando de algo além de namorar: Jordan estava trocando o seu futuro pelo amor daquela mulher. Deixar a faculdade, começar a trabalhar, criar como seu o filho de um outro homem. Essas são decisões difíceis mesmo para pessoas mais velhas.

E, claro, a coisa só vai ficando mais clara a medida que nos apresentam a verdade por trás dos sentimentos de Susan. Acho que este foi o único senão no roteiro para mim: Bull não tinha como saber, desde o princípio, o que Susan realmente sentia, coloca-la naquela caixinha de querer estar no pedestal é algo cruel quando não se conhece realmente a pessoa. Tudo bem, ele acertou aqui, mas e se ele estivesse errado e o sentimento fosse verdadeiro? Faria alguma diferença?

Ainda: Bull apostou na questão de ela querer ter os holofotes para ela, mas o quanto nós mulheres somos bombardeadas pela ideia de amor romântico para toda vida em que seremos o motivo do amado mudar sua vida completamente? Não é fácil crescer sem acreditar nisso.

Se o sentimento fosse verdadeiro ela não deixaria que Jordan fizesse aquelas escolhas, vocês poderiam me dizer. Só que sabemos que não é assim, que na verdade sentimentos verdadeiros costumam deixar nebulosas situações olhadas de fora como claras, que mesmo pessoas maduras e racionais pecam quando o assunto é amor.

Por conta de tudo isso continuo com sentimentos dúbios com relação ao episódio todo: se Susan agiu errado em incentivar o garoto a largar a escola e mudar para morar com ela? Com certeza. Se tudo isso devia virar motivo de julgamento? Se Bull deveria ter ido tão firme no caso logo de cara? Não sei.

Claro que precisamos de um desconto: aqui no Brasil o processo judicial é o último recurso, lá nos EUA eles processam por qualquer coisa. E quando disso isso é qualquer coisa mesmo.

P.S. Olha, diz minha mãe: o que começa errado, termina errado. E agora eu tenho as estatísticas do Bull para confirmar: 95% dos relacionamentos iniciados com infidelidade, acabam por infidelidade.

P.S. do P.S. Adoro o Chunk e foi legal vê-lo falando sobre quando abandonou o futebol e tudo mais. Acho que temos que tomar algumas decisões “definitivas” cedo demais em nossa vida.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Foi o primeiro episódio que assisti dessa série. Gostei da temática. Assim como você, fiquei com um sentimento ambivalente em relação a história. Achei que ela abriu “mão” muito fácil do amor.

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