Chicago PD e Chicago Justice: Emotional Proximity e Fake (4×16 e 1×01)

Sim, mais uma série da cidade dos ventos chegou por aqui e já começou juntando tudo: ainda que o crossover só tenha episódios de Chicago Fire (não vi), Chicago PD e Chicago Justice, os personagens de Chicago Med participaram ativamente, já que as vítimas do incêndio ocorrido na primeira parte foram levadas para lá.

E foi o médico Halstead que teve que dar a difícil notícia para Al, colega de seu irmão, de que sua filha não sobreviveria aos ferimentos. Eu não sei vocês, mas eu senti uma tremenda vontade de abraçar o Al neste momento, esquecendo o fato de que ele andou me irritando muito pela forma como vinha tratamento a Burgess – tragédias nos fazem lembrar que a vida é maior que certas coisas, mesmo quando falamos de personagens de séries de TV.

Emotional Proximity começa relembrando os fatos ocorridos em Chicago Fire, quando um incêndio trouxe abaixo um galpão onde acontecia uma rave. A conta de mais de trinta feridos já seria o bastante para mexer com os personagens, a descoberta de que a filha de Al era uma das vítimas apenas acirrou os ânimos. A descoberta de que teria sido um incêndio criminoso apenas piorou tudo.

A equipe da inteligência assume a investigação a partir deste ponto e todos precisam deixar de lado o luto para descobrir o que aconteceu. Passando por um grupo considerável de suspeitos é em uma imagem de câmera que eles conseguem pistas para chegar ao assassino. O fato de que Al e Voight eram os únicos presentes no momento em que ele confessa o crime não deixa o pessoal da promotoria satisfeito, ressuscitando a desconfiança que muitos tem do sargento.

Sério, eu sei que o Voight foi o diabo, mas já fazem bons anos que ele acertou sua vida, já estava na hora do pessoal começar a dar um tempo, até porque ele tem um sucesso em resolver casos que poucos tem.

Mas o medo prevaleceu e o promotor Stone resolve deixar de fora a confissão durante o julgamento do rapaz – sério, se eu fosse o advogado de defesa eu também ia sambar na cara dele por ter feito isso. Sim, a gente sabe que não era verdade, mas deixar isso de fora sem motivo, ao invés de deixar o advogado de defesa brigar para que ela fosse excluída foi um movimento errado.

Vejam comigo: ele tem um acusado reconhecido com base na roupa e em um anel e alguns itens encontrados na casa dele, a testemunha não pode identificá-lo porque não está enxergando e você, principalmente, não tem motivo. Vem o advogado de defesa que você pode ter deixado de fora a confissão porque ela não é confiável, e consequentemente a prisão. A coisa não ficou bonita.

Bom, questão é que isso acabou exigindo um pouco mais da equipe de investigadores da promotoria, agora a cargo do Antonio. Confesso que eu esperava mais de Antonio no episódio Fake da nova série, mas mesmo com a necessidade de conseguir uma base mais sólida para o caso, o destaque acabou para Stone e Anna Valdez, a segunda cadeira da promotoria.

Ou melhor, o destaque ficou mesmo com o duelo entre Stone e o advogado de defesa, aqui interpretado por Bradley Whitford. Não sei vocês, mas eu simplesmente vibrei com os dois em cena (ainda na dúvida se foram melhores no tribunal ou no bar, na verdade). Posso ainda não ter morrido de amores pelo Stone, mas o duelo dos dois funcionou e foi a parte que mais gostei do episódio.

Ao final o pessoal da Inteligência ainda dá mais um empurrãozinho para encontrarem o verdadeiro motivo do crime, revelado por conta do uso que o assassino fez das redes sociais – er, alguém me explica como eles foram da Chloe até a descoberta do perfil falso, porque eu perdi essa parte.

E, então, a primeira condenação de Chicago Justice veio. De forma suada, justamente da forma que nós mais gostamos de ver.

Se ela será uma dobradinha a altura de Chicago PD ou se ela padecerá dos defeitos de Chicago Med, ainda precisaremos esperar para ver.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. Que dó do Al. Achei tão desnecessário matarem a filha dele, afinal já tinham matado o filho do Voigth e a Nádia.

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    1. Os roteiristas não tem dó dos personagens ou da gente. Acho que quiseram dar um aspecto mais pessoal, mas não faria falta se não tivessem feito.

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